Belo Horizonte recebe maior evento de confeitaria do Brasil
Surgido a partir de uma comunidade no Facebook, em 2016, o maior evento de confeitaria do Brasil chega à sua nona edição. O Confeitar Minas agora é Confeitar Brasil e está de casa nova: o Expominas, no bairro Gameleira, Zona Oeste de Belo Horizonte.
O evento, que acontece entre os dias 3 e 5 de março, deve receber cerca de 15 mil visitantes. De acordo com a idealizadora e coordenadora do Confeitar Brasil, Dani Formigueiro, serão 50 empresas expositoras e uma programação intensa. A expectativa é de que o Confeitar Brasil gere um faturamento médio de R$ 7,4 milhões, podendo movimentar, ainda, cerca de R$ 30,6 milhões na economia de Belo Horizonte, considerando hospedagem, alimentação, transporte, compras e vendas pós-feira de negócios.
“Ao longo do tempo deixamos de ser um evento regional para nos tornarmos nacionais. Hoje mais de 70% do público vem de fora do Estado. Essa é uma grande vitória porque a confeitaria ainda é uma parte da gastronomia pouco valorizada. Minas é um grande celeiro de saberes e sabores e o nosso intuito é que as pessoas conheçam o que é feito aqui e também trazer para cá as maravilhosas tradições que existem neste País gigante que é o nosso”, explica Dani Formigueiro.

Às vésperas da Páscoa, o evento vai oferecer seis arenas com aulas de confeitaria/gastronomia cheias de técnicas e tendências e palestras de empreendedorismo, abordando gestão, vendas, branding, posicionamento, entre outros temas. Os visitantes ainda podem participar de um concurso de bolos artísticos e mais uma novidade: o “Confeitar ao vivo : O combate”. Nessa “batalha” os confeiteiros terão um tema e um ingrediente obrigatório, por exemplo, ovo de páscoa e pimenta, para trabalhar ao vivo.
Outro destaque da programação é a parceria com o Sindicato das Indústrias de Panificação do Estado de Minas Gerais (Amipão) que vai cadastrar as confeiteiras que têm interesse em trabalhar em padarias e/ou prestar serviços para esse tipo de empreendimento.

“Hoje, existem novos tipos de atividades para essas profissionais como consultoria e produção terceirizada de produtos específicos, que podem ser feitos em casa e entregues nas lojas. Essas profissionais serão cadastradas no Confeitar Conecta. O empreendedorismo é a área que mais cresce dentro do evento. A arena do Senai, por exemplo, vai trazer temas como rotulagem e congelamento, por exemplo. Queremos que a mulher saia daqui mais segura para tocar o seu negócio, bem informada da gestão à inteligência emocional. Nosso objetivo é ter um cuidado 360 graus com cada participante”, destaca.
A maioria do público esperado no Confeitar Brasil é formada por mulheres, mas os homens estão ocupando cada vez mais espaço na plateia e também entre os palestrantes. No caminho da inclusão, são ofertadas aulas adaptadas para portadores da síndrome de down e também para surdos.
“O Confeitar começou como um evento para mulheres, mas a confeitaria não exclui ninguém. Os homens são muito bem-vindos e quando se interessam pela confeitaria costumam se dar muito bem. O importante aqui é compartilhar conhecimento e fazer com que todos possam ter uma vida melhor a partir da atividade”, diz.

Em todo o mundo o mercado da confeitaria está aquecido. Segundo o relatório Confectionery Market Size, elaborado pela Mordor Intelligence, o mercado global de confeitaria deve ser avaliado em US$ 280,8 bilhões até 2030. Ao mesmo passo, o estudo Cake and Pastries Global Market Report, feito pela The Business Research Company, revela que o mercado global de bolos deve expandir de US$ 97,69% bilhões em 2025 para US$ 127,31 bilhões em 2029, com CAGR (Compound Annual Growth Rate ou Taxa de Crescimento Anual Composta) de 6,8%.
E ainda dá tempo para quem quer lucrar com a Páscoa. Entre as delícias consagradas pelo tempo e as tendências, a confeiteira continua apostando nos ovos de colher, nas cascas recheadas e embalagens com tecidos, além de opções menos óbvias.
“A novidade do ano é o ovo em fatias, mas eu considero pouco funcional para quem está começando porque é uma produção lenta, difícil de escalar. Como alternativa fora do chocolate, segue o sucesso dos biscoitos artísticos e das sobremesas para serem consumidas em grupo. Com elas fica mais fácil, inclusive, atender públicos restritivos. E isso também está na nossa programação, com aulas de produtos zero açúcar e zero lactose”, anuncia a empresária.
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