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Cervejaria Breedom investe em latão para atender demanda da PBH no Carnaval 2026

Cervejaria Breedom investe na produção de latão para se adequar a regra da PBH para o Carnaval de 2026
Cervejaria Breedom investe em latão para atender demanda da PBH no Carnaval 2026
Crédito: Breedom/Cervejaria

Em 2026, os foliões de BH devem ver um recipiente bem conhecido em maior número nos desfiles dos blocos: o latão. A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) intensificou a campanha “Carnaval é na Lata”, que incentiva foliões, ambulantes e comerciantes a priorizarem o uso de latas em vez de garrafas de vidro.

A iniciativa foca em dois pilares fundamentais: segurança e sustentabilidade. E as cervejarias estão investindo nesse produto. Um dos exemplos é a cervejaria Breedom, que vai investir na produção do latão e posicionar o produto em pontos de venda estratégicos dentro dos principais circuitos da folia mineira. A expectativa é de 20% de aumento nas vendas pegando carona na proposta da prefeitura.

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“Nós lançamos o latão no Carnaval do ano passado. E ele veio para ficar. Essa estratégia que a gente adotou de ter uma embalagem mais prática tinha como propósito levar um produto democrático para o cliente, com preço acessível. Hoje a gente entende que a garrafa na construção de cervejarias e cervejas premium perdeu um pouco de espaço no mercado. E o latão nos oferece mais capilaridade. Ou seja, a gente consegue atingir mais públicos”, explica o gestor comercial da marca, Breno Louzada.

Segurança e adaptação

A ideia principal da campanha da PBH, adotada pelas cervejarias, é garantir a integridade física dos foliões. O uso de latas elimina os riscos de acidentes graves causados por estilhaços de vidro e impede que garrafas sejam utilizadas como objetos cortantes em eventuais conflitos.

Essa segurança teve um processo de adaptação intenso por parte das empresas, que tiveram de recriar seus métodos e redirecionar a produção para atender a nova demanda e entregar um produto viável para o folião.

“O processo de adaptação foi longo. Não é fácil fazer uma previsão de demanda, ter uma quantidade significativa para fazer, para conseguir comprar da indústria os insumos. A gente entende que é a melhor embalagem para o folião consumir, porque ela oferece segurança. Ela não oferece perigo igual à garrafa. Com o latão, você consegue atingir vários pontos de venda”, comenta Louzada.

Restrições que podem ajudar nas vendas

O edital para os ambulantes credenciados proíbe expressamente a venda de bebidas em recipientes de vidro. Fiscais da Secretaria Municipal de Política Urbana realizam abordagens em bares e restaurantes próximos às rotas dos blocos para orientar sobre a substituição do vidro por latas ou plástico.

Além da segurança, o uso de latas de alumínio facilita o trabalho de limpeza urbana e gera renda para os catadores de materiais recicláveis. Em 2026, o projeto ReciclaBelô continua sendo peça-chave na gestão de resíduos, com o cadastro de catadores sendo realizado na última semana de janeiro para atuação oficial nos blocos. As latas possuem um ciclo de reciclagem mais rápido e eficiente que o vidro, o que ajuda a manter as ruas da capital mineira limpas durante a passagem de milhões de pessoas.

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A restrição pode ser benéfica para quem está produzindo latões para a folia. Atenderá uma demanda do poder público para oferecer ao público um produto dentro das normas estabelecidas pela PBH para o Carnaval 2026.

“A gente vai também atingir os novos pontos que vão surgir dos novos entendimentos para o Carnaval. Um exemplo, são 14 mil ambulantes que vão rodar no Carnaval cadastrados pela Belotur. E a gente vai atingir esse público. A gente já começou a entrar em contato com os ambulantes”, finaliza o gestor comercial da Breedom.

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