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CBMM bate recorde e supera 100 mil toneladas de vendas em 2025

Resultado histórico, segundo a companhia, representa uma alta de 4,7% nas vendas ao mercado em 2025 frente ao ano anterior
CBMM bate recorde e supera 100 mil toneladas de vendas em 2025
A empresa mantém uma estrutura instalada de 150 mil toneladas anuais, volume superior à demanda global, que no período foi de 133 mil toneladas | Foto: Divulgação CBMM

A Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM) ­— empresa que produz e comercializa produtos de Nióbio­­ — alcançou em 2025, pela primeira vez, a marca de 100 mil toneladas de ferronióbio equivalente em vendas ao mercado, registrando crescimento de 4,7% em relação a 2024.

O resultado, segundo a empresa, é histórico e reflete a estratégia de investimentos contínuos em capacidade produtiva, aliada à atuação integrada dos times técnico e comercial na expansão de mercados e aplicações por meio de ações de inserção. A companhia mantém uma estrutura instalada de 150 mil toneladas anuais, volume superior à demanda global, que no período foi de 133 mil toneladas.
A receita líquida somou R$ 14,5 bilhões, representando um avanço de 8,3% na comparação com 2024. O Ebitda atingiu R$ 10,2 bilhões e o lucro líquido totalizou R$ 6,4 bilhões.

A companhia destaca que sua trajetória está diretamente associada a uma agenda consistente de tecnologia e inovação, sustentada por seu programa de tecnologia. O programa reúne projetos voltados à ampliação das aplicações do nióbio e ao desenvolvimento de novos materiais, em parceria com universidades, centros de pesquisa e clientes internacionais.

Atualmente, o programa reúne mais de 200 projetos e conta com investimentos anuais entre R$ 250 milhões e R$ 300 milhões.

Ao longo dos últimos anos, essa atuação consolidou, segundo a companhia, parcerias estratégicas, estruturou linhas de pesquisa e contribuiu para a diversificação da receita da empresa e a inserção do nióbio em novas cadeias produtivas.

A indústria siderúrgica permanece como o principal mercado de destino dos produtos da CBMM. Ao mesmo tempo, o avanço tecnológico e a expansão das aplicações do nióbio têm impulsionado sua presença em outros segmentos. Atualmente, 75% da receita da CBMM está associada à siderurgia, enquanto 25% já provêm de novos materiais e aplicações.

Outro destaque do período foi a renovação da parceria público-privada entre a CBMM e a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig) visando o aproveitamento do nióbio das minas de Araxá, região do Alto Paranaíba. Pelo contrato, o prazo da parceria foi estendido por 30 anos, com possibilidade de prorrogação por mais 15, o que pode levar sua vigência até 2070.

Sustentabilidade

Em 2025, ano em que a empresa completou 70 anos, a CBMM anunciou a meta intermediária de reduzir em 30% a intensidade das emissões dos escopos 1 e 2 até 2030, reforçando o compromisso público de alcançar a neutralidade de carbono nesses escopos até 2040.

Nos últimos 10 anos, a companhia já reduziu em 55% suas emissões diretas e indiretas (escopos 1 e 2). A jornada de descarbonização combina a substituição de combustíveis fósseis por alternativas renováveis, a eletrificação de processos industriais e ganhos de eficiência operacional. Entre as principais iniciativas estão a substituição do GLP por biometano, do coque por carvão vegetal renovável e a ampliação da eletrificação de equipamentos industriais.

Além dos avanços em suas próprias operações, a CBMM informa que segue desenvolvendo soluções que contribuem para ganhos de eficiência energética e redução de emissões em diferentes cadeias produtivas.

A atuação social da companhia permaneceu como parte estruturante de sua estratégia de longo prazo, com apoio a iniciativas de transformação social, especialmente em Araxá, nos pilares de educação, saúde, esporte, cultura e empreendedorismo.

Em 2025, a empresa destinou R$ 42 milhões, por meio de investimentos diretos e incentivados, a mais de 90 iniciativas e projetos que beneficiaram mais de 1 milhão de pessoas. Cerca de 70% dos projetos foram executados em Araxá, reforçando o compromisso contínuo da Companhia com o desenvolvimento socioeconômico local.

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