Choveu e faltou luz? Entenda como a Cemig define prioridades no atendimento
Basta chover de forma mais intensa em Belo Horizonte para surgirem alagamentos, quedas de árvores, riscos geológicos em estruturas mais vulneráveis e quedas de energia.
No temporal da última sexta-feira (6), por exemplo, quando o acumulado de chuva nas regiões Oeste e Centro-Sul chegou a 86 milímetros durante a noite, segundo a Defesa Civil da capital, foram registrados vários picos de falta de energia.
Em cenários como este, o tempo de atendimento da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) para o restabelecimento da energia e a resolução de problemas envolvendo a rede elétrica pode ser mais demorado, mas há motivos técnicos para isso.
Segundo a empresa, é necessário definir critérios de prioridade nos atendimentos. Por isso, ela ativa protocolos internos específicos que avaliam, em tempo real, o risco para a população, a extensão da ocorrência, o número de clientes afetados e os pontos mais sensíveis do sistema.
Além da contenção de situações perigosas, o atendimento a hospitais, unidades de saúde, sistemas de abastecimento de água, serviços de telecomunicações e outras estruturas críticas sempre está entre as prioridades.
“O restabelecimento da energia não pode ocorrer de forma aleatória e sem critérios. Existe um planejamento técnico que considera a segurança das pessoas e a continuidade de serviços essenciais para a sociedade”, explica o gerente do Centro de Operações da Cemig, Ramon Cavalini.
Segundo ele, a estratégia também busca recuperar o fornecimento para o maior número possível de clientes no menor tempo possível, por meio da recomposição de grandes blocos da rede antes de avançar para ocorrências mais pontuais. Esse modelo permite reduzir rapidamente o impacto das interrupções, especialmente em eventos de grande escala.
“Nosso foco é devolver energia para o maior número de pessoas o mais rápido possível, sem abrir mão da segurança das equipes e da população. A tecnologia e a automação ajudam muito nesse processo, mas a decisão final sempre passa por uma análise técnica criteriosa da nossa equipe, que é altamente especializada e treinada para atuar da melhor forma”, diz Cavalini.
Efetivo aumenta quase 300% em situações extremas
Em toda a área de concessão em Minas Gerais, a Cemig possui 503 bases operacionais. Em dias normais, a companhia conta com 2.850 colaboradores. Nos períodos chuvosos, esse número pode chegar a 3.300 profissionais. Já em situações climáticas extremas, a empresa pode mobilizar mais de 8,5 mil técnicos em campo, um acréscimo superior a 290% em relação ao efetivo regular.
Somente nos centros de operação, a companhia conta com quase 300 profissionais, que trabalham em escala de revezamento. O quadro mantém o sistema totalmente operante, de forma integral, para os mais de 9,5 milhões de clientes da Cemig em todo o Estado.
Em caso de qualquer interrupção, os consumidores devem entrar em contato com a estatal por meio de seus canais de atendimento, como o WhatsApp (31) 3506-1160 ou o telefone 116, que funciona 24 horas por dia.
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