Construtora Sudoeste amplia mercado e quer faturar R$ 260 milhões em 2026
A Construtora Sudoeste vai expandir a atuação e pretende chegar a novos mercados através da Incorporadora ZIP. A empresa, que antes atuava em Belo Horizonte e Nova Lima, fará lançamentos na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) e também na capital paulista. O planejamento feito no ano passado e que projeta o crescimento do grupo até 2030, prevê uma mudança no foco, com a ZIP ampliando a atuação e a participação na composição do faturamento do grupo.
Conforme o diretor técnico da Sudoeste, Diogo Dias, a partir deste ano e de 2027, a Sudoeste, que atua no segmento de alto padrão – com destaque para a bandeira Aldeia -, terá um crescimento mais tímido devido às limitações geográficas em Belo Horizonte e Nova Lima e ao mercado mais retraído em função dos juros altos.
Já a ZIP, incorporadora de produtos econômicos, está projetada para um crescimento bem mais forte. A ZIP foi fundada há cerca de sete anos, inicialmente como um projeto menor, agora se tornará o carro-chefe em termos de faturamento.
“A ZIP vai superar o faturamento da Sudoeste nos próximos anos. A expansão da ZIP vai acontecer tanto pela questão geográfica como também pelo próprio mercado do produto, que é o econômico. O Brasil tem um déficit habitacional grande e há políticas econômicas que favorecem o segmento. Independente do governo, o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) não deixará de existir. É um mercado interessante e vamos aproveitar o momento”, observa.
Ainda conforme Dias, a construtora possui terrenos em na capital mineira, além de cidades da RMBH como Nova Lima, Contagem, Betim, Ribeirão das Neves e Ibirité e está ingressando em São Paulo, capital. “Nós já estamos com três terrenos fechados em São Paulo e vamos assinar um quarto terreno em breve”, conta.
Para este ano, estão previstos dois lançamentos pela Sudoeste e quatro pela ZIP. Os empreendimentos da incorporadora ZIP serão em Contagem, três em Belo Horizonte e um em São Paulo. Com a expansão e os lançamentos, a previsão é alavancar o faturamento. Em 2025, o grupo faturou R$ 160 milhões e, para esse ano, a meta é alcançar R$ 260 milhões.
“No ano passado, o faturamento da ZIP respondeu por 35% do total e os demais 65% vieram da Sudoeste. Este ano, a previsão é ficar em 50% em cada e, em 2027, a ZIP superará a Sudoeste. Falando de alta média, prevemos a Sudoeste crescendo cerca de 15% ao ano até 2030 e a ZIP cerca de 40% ao ano até 2030”, disse.
A estratégia de diversificação é vista como saudável para o negócio, permitindo que o grupo se adapte a diferentes cenários de mercado. “A diversificação é sempre saudável para o negócio. Entendemos que o mercado, nos próximos anos, será mais promissor para a ZIP, então, vamos focar no crescimento da incorporadora. Mas pode ser que no final desse planejamento, em 2030, a gente comece a enxergar novas oportunidades para a Sudoeste também. Hoje, com os juros altos, os clientes da Sudoeste sentem mais”, analisa.
A mudança de estratégia na empresa faz parte do plano de desenvolvimento traçado pela segunda geração de gestores da Sudoeste, que, através da sucessão familiar, assumiu a direção há cerca de cinco anos. Hoje, a empresa é administrada pelos irmãos Diogo Dias e Danilo Dias, filhos do fundador e atual presidente do conselho construtivo, Expedito Soares Dias.
Com os esforços da família, a Sudoeste consolidou-se, conforme a empresa, como uma das principais construtoras da capital mineira, mantendo como marca registrada a atenção ao detalhe, a solidez financeira e a busca constante por soluções que façam sentido para quem compra e para quem constrói.
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