Negócios

Copasa aprova R$ 177,6 milhões em JCP e suspende projeções de investimentos

Proventos equivalem a R$ 0,46 por ação e serão pagos em maio; estatal também anunciou a descontinuação do guidance de investimentos para o período de 2026 a 2030
Copasa aprova R$ 177,6 milhões em JCP e suspende projeções de investimentos
Foto: Divulgação Copasa

O Conselho de Administração da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) aprovou, nesta semana, o pagamento de Juros sobre o Capital Próprio (JCP) no valor de R$ 177,6 milhões. Além disso, a estatal anunciou a descontinuação da divulgação de projeções de investimentos para o período entre 2026 e 2030.

Quanto aos proventos aprovados, eles são referentes ao primeiro trimestre deste ano e equivalem a R$ 0,46 por ação da empresa. Vale ressaltar que será deduzido o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF). Portanto, os acionistas receberão os valores líquidos de impostos, com exceção daqueles comprovadamente imunes, isentos ou dispensados de retenção.

O pagamento do JCP será destinado aos acionistas com papéis da Copasa no fechamento do mercado no dia 23 deste mês. Aqueles que adquirirem ações após essa data não terão direito ao provento. A data prevista para o pagamento é 11 de maio deste ano.

Em comunicado ao mercado, a companhia esclarece que essa aprovação está de acordo com a política de dividendos vigente, assim como com a determinação sobre a distribuição de dividendos regulares para este exercício. Vale lembrar que, em dezembro do ano passado, o conselho da empresa definiu a distribuição anual de 50% do lucro líquido ajustado para 2026.

Copasa suspende projeções de investimentos

Outra decisão tomada pela estatal nesta semana foi a suspensão de seu guidance, ou seja, das estimativas e projeções de investimentos do Programa de Investimentos de 2026-2030.

A estatal chegou a anunciar, em dezembro do ano passado, R$ 3,1 bilhões em investimentos para este exercício e a projetar outros R$ 17,9 bilhões para o período entre 2027 e 2030, com o seguinte cronograma:

  • 2027: R$ 3,9 bilhões;
  • 2028: R$ 4,8 bilhões;
  • 2029: R$ 4,7 bilhões;
  • 2030: R$ 4,5 bilhões.

Conforme fato relevante divulgado nessa quinta-feira (12), a decisão foi tomada em razão da necessidade de adequação e alinhamento da política de divulgação de projeções da companhia aos procedimentos adotados por seus consultores externos, no contexto da potencial oferta pública de distribuição secundária de ações a ser realizada pelo estado de Minas Gerais, no âmbito do processo de desestatização.

“Dessa forma, as projeções anteriormente divulgadas deixam de ser válidas a partir desta data”, pontua a companhia.

Rádio Itatiaia

Ouça a rádio de Minas