Negócios

DC LIVROS | 20/11

DC LIVROS | 20/11

Solidão no ambiente de trabalho no pós-pandemia

O sentimento de solidão no ambiente de trabalho se intensificou com uma exposição maior às tecnologias da informação. Em estudo realizado pela Cigna, seguradora de saúde internacional, nos Estados Unidos, foi relatado que 57% dos trabalhadores remotos e 52% dos trabalhadores não remotos se sentem sempre ou às vezes sozinhos. O trabalho digital não é uma novidade, mas sua dependência a partir da pandemia de Covid-19 tem chamado a atenção de muitos especialistas em todo o mundo. Com o desenvolvimento contínuo das tecnologias, essa forma de trabalho que já estava sendo empregada, se enraizou. Com isso, as relações de trabalho passaram a ter uma mediação ainda mais tecnológica, impactando diretamente no crescimento do sentimento de solidão entre os trabalhadores. Com tantas ferramentas de comunicação, como é possível que estejamos enfrentando índices tão altos de solidão? Essa é a questão central para as organizações debaterem no pós-pandemia, de acordo com Dan Schawbel, pesquisador do futuro do trabalho e autor de best-sellers do “New York Times”. Para ele, a tecnologia tem sido uma barreira para a socialização genuína dos trabalhadores. Em seu livro “De volta às conexões”, traduzida no Brasil pela Editora AlfaCon, o pesquisador debate sobre o fato de que as pessoas preferem aproveitar o conforto que a tecnologia proporciona ao invés de investir em situações em que o contato humano é fundamental. (De volta às conexões, Dan Schawbel, Editora AlfaCon, 336 páginas, R$ 64)

30 anos da “Lei de Cotas”

Apaixonado pelo tema inclusão social por meio da função trabalho, Patrick Schneider, pesquisador e executivo de Recursos Humanos, decidiu investigar a evolução da pessoa com deficiência (PCD) no mundo do trabalho para identificar seu alinhamento aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), conforme determinado pela Agenda 2030 proposta pela Organização das Nações Unidos (ONU). Para isso, fez uma retrospectiva da busca deste profissional pelo espaço na sociedade; sua entrada e desenvolvimento no mercado de trabalho; os efeitos da Lei 8.213 que destacou o Brasil mundo afora; os fundamentos do trabalho decente; além de entrevistar diferentes atores desse ecossistema – fiscal do trabalho, consultores de RH, gestores, profissionais PCD – para delinear visões, desafios e necessidades para avançar na criação de um ambiente laboral mais inclusivo para uma parcela significativa da população brasileira. O resultado dessa imersão? O livro “Futuro do trabalho da pessoa com deficiência: da Lei de Cotas à Agenda 2030”. (Futuro do trabalho da pessoa com deficiência: da lei te cotas à agenda 2030, Patrick Schneider, Grupo Editorial Letramento, 218 páginas, R$ 69,90)

Mulheres do mercado imobiliário

Com a bandeira do empreendedorismo e o constante fomento à presença feminina no mundo dos negócios, a diretora da RE/MAX Rio de Janeiro – Zona Norte, Glauce Santos, apresenta o livro Mulheres do Mercado Imobiliário – Desafios e Conquistas. Com a sua coautoria, o volume apresenta as histórias de 26 mulheres que são inspirações e contribuíram para o desenvolvimento do setor de imóveis, incluindo sete profissionais da RE/MAX. As mulheres começaram a trabalhar como corretoras há menos de 60 anos. Até 1958 elas eram proibidas, pelo Código Comercial Brasileiro, de exercer a atividade. A partir da mudança no Código, essas profissionais passaram a escrever a sua história no mercado imobiliário. Primeiro, com tímida representatividade. E, ao longo do tempo, principalmente após a década de 1990, de forma mais expressiva. Falar da atuação profissional feminina, especialmente no mercado imobiliário, é contar a história de conquista dessas mulheres nesse setor e foi com esse propósito que nasceu o livro. Em 25 capítulos, o leitor encontrará fortes características de mulheres que quebraram padrões limitantes e venceram barreiras para construírem suas carreiras e alcançarem seus objetivos. Vale ressaltar que Mulheres do Mercado Imobiliário é mais que um livro: é uma fonte de inspiração de 26 mulheres que transformaram a sua história, assim como a do mercado imobiliário. (Mulheres do Mercado Imobiliário, 26 coautoras, Editora Gregory, 360 páginas, R$ 49,90)

Dois extremos de um mundo polarizado

O que passear de tuk-tuk na Índia tem a ver com o sucesso musical de 1985 We are the world, George Orwell e os apagões em Cuba? Conexões imperceptíveis a olhares menos sensíveis são afloradas na visão intimista de Gustavo Miotti em Crônicas de uma pandemia – Reflexões de um Idealista. Viajante nato, o autor uniu experiências pelo mundo a reflexões sobre a condição humana nos dois principais sistemas socioeconômicos. Destinos complexos como Coreia do Norte, Etiópia e Cuba são abordados na primeira parte da obra. Em “Sob a sombra do comunismo”, Gustavo Miotti compartilha histórias, descobertas e a impressão de um brasileiro acerca das imposições da doutrina econômica no cotidiano de homens e mulheres. Pequenos detalhes ascendem observações analíticas sobre temas que vão da política à ciência. O autor também narrou uma viagem à antiga Tchecoslováquia, pois “queria conhecer a vida do outro lado do muro e como estavam se adaptando à democracia”. Quem se interessa por política, cultura e relações internacionais encontra em Crônicas de uma pandemia um panorama sociocultural contemporâneo na perspectiva de um brasileiro que percorreu mais de 70 países. Além do Brasil e EUA, Gustavo Miotti morou também na Itália, Reino Unido e estudou na China e na Índia. Empresário e Cientista Econômico, atualmente pesquisa atitudes relativas à globalização em seu doutorado. (Crônicas de uma Pandemia – Reflexões de um Idealista, Gustavo Miotti, Editora Buqui, 160 páginas, R$ 39,90 e R$ 19,90 – eBook)

O país do futebol aos pés do menino que dormia de chuteiras

O menino que dormia de chuteiras é a mistura de ficção e não ficção costuradas pelo escritor mineiro Aloisio Júnior. Enquanto o personagem interage no enredo de famosas conquistas mundiais, ele reflete as experiências, memórias, sonhos, imaginação e o amor do escritor pela vida e os esportes. A paixão por diversas modalidades e pelo futebol, especialmente o Atlético Mineiro, deram vazão às palavras de Aloisio Júnior no livro prefaciado pelo comentarista da ESPN Brasil, Celso Unzelte. Ao longo dos contos repletos de metáforas e analogias, o leitor volta para a infância das décadas de 1970 e 1980. As regras do futebol de rua, quando a bola poderia ser substituída por qualquer objeto arredondado, os jogos de botões e a própria empolgação infantil expressada pelo personagem provocam tal nostalgia. Para os apaixonados por outros clubes brasileiros, o autor deixa um recado. “O livro não é apenas para torcedores do Galo, assim como eu. É inclusive para amantes do Cruzeiro e de qualquer outro time do País”, esclarece. (O menino que dormia de chuteiras, Aloisio Júnior, Sete Autores Editora, 232 páginas, R$ 44,90)

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