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Mineiro Efí Bank sobe de categoria no Banco Central e vai ampliar portfólio de serviços

Instituição financeira de Minas Gerais migra para o Segmento S4, o que permite ampliar serviços e reforçar o portfólio de crédito e captações
Mineiro Efí Bank sobe de categoria no Banco Central e vai ampliar portfólio de serviços
Foto: Divulgação Efí Bank

O Efí Bank, instituição financeira com sede em Ouro Preto, região Central de Minas Gerais, e filiais em São Paulo e Recife, avançou do Segmento S5 para o S4 da regulamentação prudencial do Banco Central. A mudança permite ao banco oferecer serviços mais complexos e completos, além de ampliar o portfólio de crédito e captações. Com a mudança de segmento e maiores possibilidades de atuar no mercado, o banco seguirá crescendo em 2026. A expectativa é manter um ritmo robusto de alta no valor transacionado, que, em 2025, atingiu um volume de R$ 113 bilhões, um aumento de 98% em relação a 2024. O faturamento, que cresceu 17% em 2025, também tende a subir em 2026.

A regulação prudencial é o conjunto de normas estabelecidas pelo Banco Central para assegurar a solidez, a estabilidade e a adequada gestão de riscos das instituições financeiras e de pagamento.

O diretor de Governança, Riscos e compliance (GRC) do Efí Bank, Paulo Barros, explica que a transição do Segmento S5 para o S4 é fundamental para o crescimento do banco. “Nascemos como uma instituição S5, que é um perfil mais simplificado, com operações de menor risco. À medida que fomos crescendo, com a nossa operação tomando mais corpo e se tornando mais complexa, e tivemos uma evolução bem significativa também no portfólio de produtos de crédito, vimos essa necessidade de migração para uma segmentação que fizesse jus ao nosso momento”.

Homem jovem com blazer preto e camiseta branca sentado em mesa de escritório.
Foto: Divulgação Efí Bank

Ainda conforme Barros, a nova classificação exige do Efí Bank o envio de mais informações ao Banco Central, incluindo documentos relacionados a risco de crédito e liquidez. Em contrapartida, o banco ganha a possibilidade de ter novos instrumentos de captação, segmentar mais as operações e oferecer produtos e serviços mais compatíveis com o perfil S4.

“Enquanto S5, só podíamos ter instrumentos de captação simplificados, como o CDB. Agora, com o S4, podemos variar mais as formas de captação, como uma letra financeira, por exemplo, o que ajuda a melhorar nosso capital para emprestar mais e fazer essa engrenagem rodar”, disse Barros.

O Efí Bank atende pessoas jurídicas de qualquer porte, desde o microempresário individual (MEI) até sociedades anônimas (SA), com foco em soluções de pagamento e crédito. Entre os produtos oferecidos estão boleto, Pix, Bolix (QR Code no boleto), cartão de crédito, antecipação de boletos e capital de giro. A instituição também atende pessoas físicas, mas o maior foco é na pessoa jurídica.

Com a mudança de segmento e a possibilidade de ampliação dos produtos, o Efí Bank tende a seguir em crescimento. Em 2025, o Efí Bank registrou um volume transacionado de R$ 113 bilhões, com um aumento de 98% em relação ao ano anterior. O faturamento também cresceu cerca de 20%. Para este ano, a expectativa é de crescimento no volume transacionado, no faturamento e também na carteira de crédito.

“Esperamos um crescimento exponencial, principalmente na carteira de crédito, área em que estamos investindo com afinco”, disse Barros.

O banco encerrou o ano passado com mais de 770 mil contas abertas, número que, agora no início de abril, já ultrapassa 850 mil. A expectativa é continuar crescendo, investindo no portfólio de produtos e serviços para captar mais clientes. Barros destaca que o crescimento robusto do banco é resultado da qualidade dos serviços oferecidos e da proximidade em ouvir os clientes e buscar soluções.

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