Encontro luso-brasileiro destaca papel do associativismo em negócios e governança
O segundo dia do II Encontro Nacional do Associativismo Luso-Brasileiro consolidou o evento como um espaço de articulação estratégica entre Brasil e Portugal, ao reunir autoridades diplomáticas, lideranças empresariais e representantes públicos em torno de uma agenda comum voltada a negócios, governança e inovação.
Realizado no Vila Galé Ouro Preto Collection, o encontro destacou o papel do associativismo como ferramenta de organização econômica e de fortalecimento das relações bilaterais, em um contexto de maior integração entre os dois países.
Ao abrir os debates, Miguel Jerónimo, presidente da Câmara Portuguesa de Comércio no Brasil em Minas Gerais, afirmou que o associativismo tem função central na estruturação de interesses e na ampliação da capacidade de negociação entre empresas e instituições.
Segundo ele, a atuação conjunta tende a gerar resultados mais consistentes e sustentáveis, especialmente em ambientes de negócios cada vez mais interdependentes.
A avaliação predominante entre os participantes é de que as associações deixaram de atuar apenas como espaços de representação e passaram a exercer papel ativo na viabilização de projetos e na construção de agendas econômicas comuns.
No painel sobre sustentabilidade, representantes de entidades portuguesas e brasileiras destacaram a necessidade de adaptação das associações a novos desafios sociais e ambientais.
A discussão apontou que essas organizações precisam incorporar inovação e capacidade de resposta rápida para manter relevância, especialmente diante de mudanças estruturais na economia e na sociedade.
Outro eixo do encontro tratou dos modelos de governança. O debate abordou a necessidade de maior transparência, ampliação da participação dos associados e estruturas mais eficientes para lidar com ambientes complexos.
A avaliação é de que a modernização da gestão interna das entidades é condição para ampliar sua capacidade de atuação econômica e institucional.
A discussão sobre inovação e economia criativa ganhou destaque em painel mediado por Adriana Muls, jornalista e presidente do Diário do Comércio, que conduziu o debate sobre o papel do associativismo na geração de valor econômico e social.
Ao lado de representantes empresariais e especialistas de mercado, o painel abordou a integração entre cultura, inovação e negócios como estratégia para ampliar o alcance das associações. A mediação de Adriana Muls colocou em evidência a conexão entre economia criativa e desenvolvimento, além de reforçar a importância de articulação entre diferentes setores para geração de impacto.
Integração econômica
Durante o evento, também foi destacado o momento de maior aproximação entre Brasil e Portugal, impulsionado por fatores como mobilidade crescente entre os países e avanços em acordos comerciais.
Entre eles, o acordo entre Mercosul e União Europeia, com previsão de entrada em vigor, foi apontado como um fator que pode ampliar a circulação de bens, serviços e agentes econômicos, criando novas oportunidades de negócios.
A expectativa dos organizadores é que o encontro contribua para consolidar uma agenda permanente de cooperação entre Brasil e Portugal, com impactos diretos na geração de negócios, parcerias institucionais e integração econômica.
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