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Fapemig reestrutura Câmaras de Avaliação de Projetos e busca acelerar fomento à pesquisa em Minas

Fundação passa a contar com 35 câmaras, divididas por áreas do conhecimento e especialidades
Fapemig reestrutura Câmaras de Avaliação de Projetos e busca acelerar fomento à pesquisa em Minas
Objetivo com as mudanças é ter ganhos de agilidade e de representatividade; fundação passa a contar com 35 câmaras | Foto: Marcos Moura / Fapemig

Pesquisadores e instituições mineiras terão respostas mais rápidas e mais representatividade temática e institucional ao submeterem propostas de fomento à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). Para isso foi anunciada a reestruturação das Câmaras de Avaliação de Projetos – responsáveis por analisar, quanto ao mérito científico e técnico, os pedidos de fomento, apoio e incentivo. A partir de agora, a fundação contará com 35 câmaras, divididas por áreas do conhecimento e especialidades.

A mudança foi oficializada com a publicação da Deliberação N° 231, de 2026, publicada na sexta-feira (20), no Diário Oficial de Minas Gerais.

Segundo o diretor de ciência, tecnologia e inovação da Fapemig, Luiz Gustavo Cançado, o objetivo é garantir a excelência nas avaliações e pareceres que orientam as ações de fomento da fundação. “Na prática, os pesquisadores mineiros vão perceber maior rapidez na tramitação dos processos e sentir que seus projetos, independente da especialidade temática, serão avaliados por colegas que entendem do assunto”, conta.

Representatividade

Anteriormente, a Fapemig contava com 13 Câmaras de Avaliação de Projetos. Após a deliberação, as câmaras foram reorganizadas por áreas do conhecimento e fragmentadas em novas câmaras, sendo elas: 28 temáticas, quatro de inovação, duas interdisciplinares e uma de políticas públicas.

Segundo Cançado, a mudança teve três motivações principais. A primeira foi a necessidade de mais agilidade. Apenas em 2025, as Câmaras de Avaliação de Projetos da fundação analisaram mais de seis mil propostas.

“A Fapemig cresceu muito em termos de orçamento e projetos financiados, mas sua estrutura operacional não foi modificada para acompanhar esse crescimento”, explica. O maior número de câmaras – e, consequentemente, de especialistas para a análise técnica dos processos – permite que as avaliações sejam feitas de acordo com os cronogramas estabelecidos.

O segundo motivo está relacionado à representatividade temática. As 13 câmaras existentes representavam áreas muito amplas, gerando subrepresentatividade temática. A partir de consultas às próprias câmaras e estudos que levaram em consideração a quantidade de processos analisados no ano passado, chegou-se à proposta de 35 câmaras.

Por fim, considerou-se a representatividade institucional. “Minas Gerais possui muitas instituições de ensino e pesquisa, e queremos que elas estejam conosco nesse trabalho, agregando diferentes olhares”, diz Cançado.

Próximos passos

A Fapemig está envolvida, agora, com o convite aos membros das câmaras criadas. A indicação de nomes foi feita pelas pró-reitorias das Instituições de Ciência e Tecnologia de Minas Gerais (ICTMGs) e estão sendo avaliados pela diretoria de ciência, tecnologia e inovação da fundação.

Entre os critérios que irão pautar essa escolha estão diversidade institucional e territorial; presença de representantes de ICTs estaduais e federais, centros tecnológicos, unidades Embrapii, laboratórios estratégicos, empresas inovadoras e organizações da sociedade civil atuantes em CT&I; pluralidade formativa e disciplinar; e a busca de paridade de gênero e equilíbrio regional.

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