Memória e envelhecimento contam com centro de referência
A rede Mater Dei inaugurou o Centro Integrado de Memória e Envelhecimento (Cime), o primeiro de Minas Gerais dedicado exclusivamente à saúde cognitiva e ao envelhecimento cerebral. Localizado na unidade Santo Agostinho, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, o serviço reúne avaliação médica especializada, neuropsicologia, exames avançados de imagem e a possibilidade de realização de biomarcadores (líquor e PET-amiloide), além de discussão multidisciplinar dos casos.
De acordo com o neurologista e um dos coordenadores do Cime, Henrique Dutra, o serviço foi concebido como um centro especializado em saúde cerebral e desempenho cognitivo, não apenas como um ambulatório de neurologia geral.
“Nosso diferencial está no modelo integrado. Reunimos, em um único fluxo, toda a estrutura necessária para oferecer diagnósticos mais precisos, planos de cuidado personalizados e, quando indicado, acesso a terapias inovadoras. O foco não é apenas tratar doenças, mas promover longevidade cognitiva, autonomia e qualidade de vida”, explica.
O Cime é estruturado em três frentes: a prevenção de fatores de risco modificáveis na fase pré-demência, o diagnóstico precoce e ágil, e o tratamento individualizado de transtornos cognitivos em diferentes estágios.
Terapias inovadoras
Entre os diferenciais do Cime está a possibilidade de aplicação do Donanemabe, terapia para a Doença de Alzheimer em fases iniciais. O medicamento atua reduzindo o acúmulo de beta-amiloide no cérebro, proteína relacionada ao desenvolvimento da doença.
“Não é um medicamento para todos os pacientes. Ele é indicado apenas para pessoas com Alzheimer inicial, após confirmação diagnóstica por exames específicos e avaliação criteriosa de elegibilidade. No Cime, todo esse processo é feito com acompanhamento rigoroso, desde a seleção do paciente até o monitoramento durante o tratamento”, explica o coordenador.
Apoio
A demência impacta não só o paciente, mas toda a família. Por isso, o Cime adota uma abordagem centrada também no cuidador. “Oferecemos orientação clara sobre o diagnóstico, o prognóstico e as estratégias de cuidado, além de suporte psicossocial e acompanhamento contínuo”, diz.
Henrique Dutra ainda afirma que o objetivo é ajudar famílias a entenderem a doença, se organizarem melhor no dia a dia e reduzirem a sobrecarga emocional, promovendo um cuidado “mais humano, informado e sustentável”.
“A tarefa da família é árdua e o empenho de todos é muito importante. Devemos criar estruturas flexíveis capazes de acomodar as mudanças necessárias e de nutrir o bem-estar e crescimento de cada um dos envolvidos”, destaca.
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