Quintella e Jardim: plataforma liga pessoas a instituições de crédito - Foto: Divulgação

Com uma proposta de democratização do acesso ao crédito, a fintech mineira Netcredito já está em mais de 300 cidades no Brasil e ganha relevância no setor financeiro. A empresa desenvolveu uma solução que conecta pessoas físicas e jurídicas a instituições financeiras fornecedoras de crédito e, com apenas três meses de operação, já recebeu mais de R$ 25 milhões em solicitações de crédito. Para o ano que vem, as perspectivas são ainda melhores, já que empresa deve oferecer novas modalidades como a sociedade de empréstimos entre pessoas e a sociedade de crédito direto.

Com sede em Sete Lagoas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), a fintech foi criada pelos sócios Kefferson Jardim e Marcus Quintella. Diante da percepção de que o mercado de crédito era concentrado, eles desenvolveram uma plataforma que dá às pessoas acesso a uma diversidade de instituições financeiras fornecedoras de crédito.

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“No Brasil apenas cinco bancos dominam 80% do mercado de crédito. As pessoas só enxergam a opção do crédito no banco onde têm conta e ignoram a existência de diversos outros financiadores, inclusive com expertises específicas, como ceder crédito apenas para capital de giro. A Netcredito surgiu para ser o elo entre as pessoas e essas instituições”, explica Jardim.

De acordo com ele, atualmente a startup atua intermediando crédito entre 12 instituições financeiras no Brasil e pessoas físicas e jurídicas. Nesse modelo todos ganham: as pessoas passam a ter acesso a créditos diferenciados, as instituições ganham clientes e a Netcredito monetiza com uma taxa em cima do serviço prestado. Nos três meses de operação da fintech já foram mais de 500 pedidos de crédito de 338 cidades. As solicitações somam mais de R$ 25 milhões.

Segundo Jardim, qualquer pessoa física ou jurídica pode solicitar crédito na plataforma da startup. Basta realizar um cadastro e fazer a solicitação. Os dados passarão por uma análise antifraude e, em seguida, serão cruzados com as informações das instituições presentes na plataforma. Por fim, o cliente recebe uma apresentação das propostas das financiadoras, que são selecionadas de acordo com o seu perfil. “O usuário pode escolher o crédito pela plataforma e o fechamento é feito de acordo com as regras de cada instituição financeira”, explica.

Jardim afirma que a função de intermediar crédito entre pessoas e empresas é a primeira versão da plataforma, que está no estágio de mínimo produto viável (MVP). Segundo ele, a meta para 2019 é expandir a cartela de serviços, incluindo outras opções como a sociedade de empréstimos entre pessoas e sociedade de crédito direto. Essas modalidades foram reguladas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) este ano e permitem que pessoas façam empréstimos sem depender de uma instituição financeira tradicional.