Do telefone ao chatbot: Mundiale reinventa modelo de negócio e escala operações no digital
A Mundiale, empresa de tecnologia com sede em Belo Horizonte, passou por uma pivotagem e está registrando resultados promissores. Com 25 anos, a empresa, que chegou a contar com cerca de 3 mil colaboradores, atuava no segmento de call center, mas, diante das mudanças no mercado, trocou o modelo de negócio e se transformou em uma tech de inteligência artificial (IA) conversacional.
A mudança permitiu que, em 2025, a empresa registrasse um faturamento 35% maior. Para 2026, a projeção é elevar o resultado em 40%, impulsionada pela expansão de soluções de inteligência artificial conversacional aplicadas ao relacionamento entre empresas e consumidores.
Conforme o CEO e fundador da Mundiale, Gustavo Pena, a empresa foi criada há 25 anos, inicialmente, como uma corretora de seguros. Em 2007, para ampliar as vendas de seguros, ele montou um pequeno televendas que não funcionou bem para a comercialização de seguros, mas abriu a oportunidade para ingressar no call center.
“Aproveitei a estrutura e, em 2009, entrei no telecon com cinco posições de atendimento para venda mini modem 3G. Encontrei o caminho e a empresa evoluiu de forma rápida crescendo o faturamento em 100% por sete anos. Em 2017, tínhamos 3 mil colaboradores, mas percebi que o mundo estava mudando e a demanda pelo serviço de voz estava caindo, enquanto o de dados crescendo. Então, fui para os Estados Unidos para conhecer o mercado”, conta.
Acompanhando o mercado, Pena decidiu migrar para o mundo digital optando pelos serviços de chatbots para vendas. A oportunidade promissora estimulou o investimento de R$ 120 milhões no desenvolvimento do sistema próprio, o que permitiu à empresa escalar os resultados, passando de dois clientes para mais de 600 hoje.
“Entendemos que o caminho digital era sólido e faria sentido, então, decidimos desenvolver a nossa própria tecnologia, nosso comercial e investimos cerca de R$ 120 milhões na empresa. Hoje, fazemos as jornadas de vendas e de Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) digital e atendemos empresas de médio e grande porte em todo o País. Deu super certo, passamos de dois clientes em janeiro de 2021 para atuais 600 corporativos e, por mês, conquistamos cerca de 30 novos”, diz Pena.
A Mundiale desenvolve e opera chatbots com inteligência artificial (IA) para empresas de diversos segmentos, entre elas estão a Sem Parar, Pravaler, Clube Atlético Mineiro, Claro, CNA Idiomas, Catho, C6 Seg e Selfit.
As soluções atuam diretamente em jornadas de atendimento, cobrança e vendas, automatizando interações e aumentando produtividade em setores com alto volume de contato com o cliente. Por mês, a empresa troca aproximadamente 60 milhões de mensagens entre marcas e consumidores, faz cerca de 130 mil vendas para diferentes CPFs e CNPJs, todas realizadas pelas IAs e sem interferência humana. No SAC digital são atendidos 3,5 milhões de tíquetes. A equipe é composta por 388 pessoas.
Para manter a empresa em expansão, o plano é ampliar o mercado atendido, passando a oferecer serviços para pequenas empresas e microempreendedores individuais (MEIs).
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