Fábrica da Panasonic em Minas lança primeira lavadora de 19 kg do mercado brasileiro
A Panasonic, a partir da sua unidade fabril localizada em Extrema, no sul de Minas, acaba de lançar a primeira lavadora de 19 kg do mercado brasileiro. A empresa está atenta a um segmento que tem apresentado crescimento acelerado nos últimos anos, especialmente impulsionado pela demanda por produtos de alta capacidade, maior eficiência e melhor rentabilidade na categoria de linha branca.
O lançamento reforça o posicionamento da fábrica, acostumada a desenvolver produtos que unem os últimos avanços tecnológicos globais de maneira a atender as necessidades e desejos específicos do público brasileiro.
De acordo com o diretor de marketing e produtos da Panasonic Brasil, Caio Marques, a nova lavadora reflete uma mudança clara no perfil do consumidor brasileiro, com famílias com múltiplas gerações, pets e rotinas mais intensas, e uma leitura estratégica do mercado. Segundo dados internos da companhia, o segmento de lavadoras de maior capacidade já é cinco vezes maior do que em 2021, indicando uma expansão consistente desse nicho e abrindo espaço para a criação de uma nova categoria no País.
“Mais do que ampliar o portfólio, o lançamento da lavadora de 19 kg marca uma aposta da Panasonic em antecipar tendências em um mercado maduro e altamente competitivo, combinando inovação, desempenho e eficiência como alavancas de crescimento e geração de valor para a categoria”, explica Marques.

Inaugurada em 2002, a unidade é conhecida como fábrica verde por ter tecnologias favoráveis ao meio ambiente, e com o projeto de expansão a marca está investindo ainda mais em tecnologias voltadas para a frente de ESG. Em fevereiro de 2022, a Panasonic iniciou o processo de expansão da fábrica para ampliar sua área de produção, que passou de 60 mil metros quadrados (m²) para 80 mil m², em um terreno de 120 mil m².
Entre as práticas ESG implementadas na fábrica estão:
- Manutenção da utilização de água de reuso (chuva) para processo de resfriamento de máquinas e sanitários;
- Construção de uma área exclusiva, centralizada e maior para materiais recicláveis. Hoje, todos os resíduos gerados nos processos industriais, em todas as unidades, são enviados para empresas de reciclagem, ou destinação ambientalmente adequada, devidamente licenciadas e homologadas pela Panasonic;
- A expansão proporcionou crescimento na economia local, com maior fornecimento de matérias-primas regionalmente;
- Uso de gás refrigerante ecológico.
“Além disso, a marca também foca em investir em tecnologias de produção e inovação para que seus produtos sejam ainda mais eficientes e sustentáveis. As lavadoras Panasonic são as mais econômicas da categoria, seu mais novo modelo pode economizar até 17 mil litros de água por ano”, observa.
Além de Extrema, a Panasonic Brasil possui unidades fabris em Manaus (AM) e São José dos Campos (SP). A sede administrativa fica na capital paulista. As plantas industriais juntas produzem para diversos segmentos, oferecendo uma ampla gama de produtos que abrangem desde eletrodomésticos (linha branca), áudio e vídeo, pilhas até soluções corporativas (B2B), industriais e automotivas.
“Quando a Panasonic decidiu investir em Extrema, era uma época complicada, mesmo assim os japoneses sempre acreditaram no potencial brasileiro. As unidades brasileiras têm uma participação bem grande dentro do negócio global. Quando a gente fala em Extrema, que é para refrigeradores e lavadoras, ela está sempre no top five globalmente, em termos de vendas”, diz.
Ele ressalta que o potencial é muito maior, porque o mercado brasileiro ainda está em desenvolvimento. “No mercado de lavadora, falamos mais ou menos em 5 milhões de unidades ao ano. Entre 35% e 40% disso ainda é tanquinho. Então existe um mercado potencial de mais de 30 pontos para as automáticas crescerem”, frisa.
O caso dos refrigeradores, segundo o executivo, é similar, porém a questão é a baixa complexidade do mercado. “O refrigerador tem uma penetração alta, mas o mercado ainda é muito simples. O frost free, que é o degelo automático, tem 80% do mercado, então 20% ainda tem um produto que precisa desligar pra descongelar. Existe muito espaço para adoção de tecnologia e a migração de segmento. Então, a Panasonic estabeleceu a fábrica olhando esse potencial do Brasil. Temos também o B2B, que é um segmento que cresce bastante”, completa.
Com cerca de 1200 colaboradores, além do Brasil a fábrica de Extrema atende mercados da América do Sul, especialmente Peru e Colômbia. Para planejar os próximos lançamentos, a marca japonesa faz pesquisas anuais no Brasil para identificar as tendências. Um ponto em que o consumidor brasileiro se difere do japonês, por exemplo, é o gosto por uma interface menos autônoma. Os japoneses gostam de painéis mais automáticos, já os brasileiros preferem uma tecnologia que pode ser mais ‘vista’ e preferem eles mesmos dar os comandos através de toques.
“Sempre analisamos o que o consumidor quer e desenvolvemos localmente, e também trazemos o que o Japão tem de novo. Esse produto, especificamente, a gente pegou algumas coisas do Japão e outras daqui. Isso ajuda a qualificar o time. Temos vários engenheiros que já passaram temporadas no Japão. Eles absorvem não só a tecnologia, mas também a cultura da Panasonic”, diz.
A cultura corporativa é, justamente, um dos pilares para que a Panasonic atraia e retenha mão de obra em um cenário de pleno emprego vivido na cidade de Extrema. De um lado, a unidade trabalha a qualificação interna e, de outro, promove convênios e ações com as universidades próximas para atrair jovens talentos.
“Temos um programa de vagas e, constantemente, buscamos novos profissionais. Temos programas com a universidade de promoção da cultura Panasonic, mas não é fácil. Falamos dos princípios, que somos uma empresa que sempre vai valorizar as pessoas. Isso é muito importante, principalmente, para as novas gerações”, finaliza o diretor de marketing e produtos da Panasonic Brasil.
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