Com recorde de patentes, UFMG se consolida como referência em inovação
Enquanto o Brasil discute como transformar ciência em dinheiro, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) acaba de entregar a resposta em números. Em 2025, a instituição pulverizou seu próprio recorde histórico ao registrar 95 novos pedidos de patentes no Inpi, superando a marca de 2016, ano em que liderou o ranking nacional.
Mas os números – que incluem ainda 55 softwares e 54 registros de marca – são apenas a superfície de uma mudança estrutural no ecossistema de inovação do País.
O diferencial da UFMG não está apenas nos laboratórios, mas na Coordenadoria de Transferência e Inovação Tecnológica (CTIT). Com uma expertise acumulada desde 1997, o órgão tornou-se tão influente que foi convidado pelo governo federal para desenhar o programa “Acelera NIT Brasil”.
Lançado pelo MEC com um aporte de R$ 4 milhões, o programa utiliza o “DNA” da UFMG para amadurecer outros 20 núcleos de inovação pelo País. “Buscamos compartilhar as dificuldades que tivemos no início para que outros não precisem repetir nossos erros”, explica O diretor da CTIT, Gilberto Medeiros.
Apesar do recorde, o cenário de “abundância de inovação” traz novos desafios. Se antes as universidades públicas dominavam o topo do ranking de forma isolada, agora elas enfrentam a ascensão de gigantes do setor privado:
• Stellantis: a gigante automotiva tem acelerado depósitos de propriedade intelectual no Brasil;
• Petrobras: ampliou agressivamente seus investimentos em pesquisa e desenvolvimento.
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