RHI Magnesita investe em melhoria contínua
Empresas centenárias como a RHI Magnesita são desafiadas, dia após dia, a se manterem inovadoras e conectadas às modernas técnicas e ferramentas de gestão. Um dos caminhos é a melhoria contínua, ou kaizen, termo de origem japonesa que condensa uma série de estratégias focadas na evolução ininterrupta dos processos produtivos. Reduzir custos, eliminar desperdícios, ganhar eficiência, agregar valor e melhorar as condições de trabalho estão entre os objetivos de uma companhia que atua a partir dessa filosofia.
A RHI Magnesita acaba de ter seus esforços reconhecidos nessa área. A empresa foi a vencedora do Prêmio Kaizen Brasil 2021 na categoria Melhoria Contínua, resultado divulgado em 16 de novembro. A premiação, uma das mais importantes do País, é promovida pelo Instituto Kaizen Brasil e reúne gigantes da economia com atuação no território nacional.
“Participar do Prêmio Kaizen já foi uma enorme satisfação para nós da RHI Magnesita. Quando definimos expor o nosso modelo de gestão para organizações avaliadoras como o Kaizen Institute, nos permitimos identificar quais as nossas melhores práticas e o que poderia ser aprimorado. Sabemos que a busca pela excelência operacional é constante e incansável e o reconhecimento como empresa vencedora do Prêmio Kaizen Brasil 2021, mostra que estamos no caminho certo”, afirma o diretor de Operações da América do Sul, Eduardo Aquino.
O case vencedor da RHI Magnesita é o “Excelência em Melhoria Contínua – Operações SAM”, que trouxe resultados financeiros e não financeiros à companhia. Apenas em 2020, os aprimoramentos implementados no âmbito da Diretoria de Operações da América do Sul representaram ganhos de R$ 3,9 milhões. Em média, a cada R$ 1 investido em melhoria contínua, a empresa teve um retorno de R$ 186.
As soluções desenvolvidas pelo time da RHI Magnesita resultaram em aumento de 16% de produtividade entre 2020 e 2021; queda de 45% no índice de reclamações de clientes no mesmo período; e redução de 100% de acidentes de trabalho com afastamentos envolvendo colaboradores próprios, marca atingida em junho de 2021.
A fabricação de refratários conta com um indicador de qualidade importante, as quebras. Uma vez pronto, o refratário que apresenta defeitos como trincas, além de outras anomalias estruturais, tem de retornar para o início do ciclo produtivo, o que representa desperdício e prejuízo. Os progressos em melhoria contínua proporcionaram à RHI Magnesita reduzir o índice de quebras em 36,7% entre 2019 e 2021.
“O programa de melhoria contínua implementado abrange um conjunto de propostas voltadas para aumento da capacidade produtiva, aumento da eficiência energética, melhoria da saúde e segurança e meio ambiente, dentre outros objetivos”, destaca o gerente de Melhoria Contínua da RHI Magnesita, Rodrigo Gonçalves Silva.
Os aperfeiçoamentos são percebidos em melhores condições de trabalho, aumento da confiabilidade de equipamentos e flexibilidade de produção, melhoria no atendimento da demanda e ganho potencial de market share.
“Os fatores de sucesso estão associados, em primeiro lugar, a uma liderança ativa, que está presente e que engaja o time. Depois, temos a fase do desenvolvimento. Ter um time preparado em termos de conhecimento técnico, métodos e ferramentas, com viés analítico e crítico, é fundamental para os bons resultados”, enfatiza Gonçalves.
Capacitação – A melhoria contínua ganha aderência na cultura da empresa quando o trabalho “movimenta” de forma sincronizada as duas engrenagens: a gestão de melhoria e a gestão de rotina. “Gerar melhoria é mais prazeroso do que trabalhar para mantê-la. Isso porque a melhoria do resultado é algo mais tangível. Um dos grandes desafios é sensibilizar o time sobre a importância da gestão da rotina na manutenção de resultados. A melhoria gerada num ambiente de gestão da rotina sólida é fundamental para que tenhamos uma melhoria contínua”, acrescenta Gonçalves.
O case da RHI Magnesita foi construído a partir de uma série de ações estruturadas e implementadas de acordo com a percepção das áreas operacionais. Tendo em conta a gestão de melhoria, apenas em 2020 foram aplicados 78 treinamentos que envolveram 469 colaboradores, com abordagem de metodologias como VSM, Kaizen, A3, Cedac e Lean Six Sigma. Com relação à gestão de rotina, foram promovidas capacitações, treinamentos e padronizações, com 702 colaboradores envolvidos.
“Eu não esperava que conquistaríamos o primeiro lugar no Prêmio Kaizen, mas tinha uma expectativa de que seríamos bem avaliados. Não tratamos isso como objetivo, mas como consequência de um trabalho estruturado e com envolvimento de todos. Estamos desenvolvendo muitas ações e decidimos participar para termos uma opinião externa. Ficamos extremamente orgulhosos com o resultado”, comemora o gerente de Melhoria Contínua da RHI Magnesita.
Estímulo à melhoria – Outros dois projetos da companhia foram inscritos no Prêmio Kaizen 2021, em categorias diferentes, e receberam menção honrosa da instituição.
O projeto “Aumento da Capacidade Interna de Reciclados”, inscrito na categoria “Excelência na Produtividade”, incrementou a capacidade de processamento de reciclados da companhia, um dos pilares estratégias de curto prazo. Partindo de preceitos como o lean manufacturing (manufatura enxuta), foi obtido um aumento de 114% na produtividade. Foram implementadas melhorias na ergonomia do processo de seleção, na qualidade do material comprado, na formação de clusters no estoque, incremento de capacidade de processos específicos e na sincronia da cadeia.
Também inscrito na categoria “Excelência na Qualidade”, o projeto “Redução de Quebra na Linha MGG”, citado anteriormente como integrante do trabalho vencedor, mereceu uma menção honrosa após promover a diminuição de 39,7% no índice de quebras.
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