Sigma Lithium anuncia retomada de atividades de mineração no Vale do Jequitinhonha
A Sigma Lithium anunciou, nesta segunda-feira (2), que retomou as atividades de mineração no Complexo Grota do Cirilo, localizado entre os municípios de Itinga e Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha, com mais de 600 pessoas trabalhando no local.
As operações de mineração do empreendimento estavam paradas desde setembro de 2025, quando o contrato com a prestadora de serviços Fagundes Construção e Mineração foi cancelado. À época, a terceirizada não informou porque estava de saída da região, enquanto rumores indicavam que o motivo era a falta de pagamentos da contratante.
Na oportunidade, a mineradora disse que estava modernizando as operações, o que incluía a troca de fornecedores. O objetivo era aumentar eficiência e competitividade, ampliar a capacidade de produção, preparar a mina para abastecer uma segunda fábrica mais rapidamente e estender os padrões de saúde e segurança da área industrial para a mineração.
Com a retomada das atividades, a Sigma destacou que concluiu com sucesso a reestruturação das operações de mineração, ocorrida no quarto trimestre de 2025. De acordo com a companhia, sua liderança técnica planejou e liderou as subcontratadas responsáveis pelo fornecimento de equipamentos, incluindo serviços de detonação e perfuração e uma força de trabalho regional de motoristas e operadores de máquinas.
“Além de aumentar a segurança e a eficiência operacional, essa reestruturação teve como objetivo triplicar a capacidade anterior de movimentação de terra por meio da incorporação de uma frota maior de equipamentos fora de estrada, para atender ao aumento da capacidade de produção da planta industrial greentech da empresa, garantindo também o ritmo de entrega de minério necessário”, afirmou em comunicado.
“A nova estrutura operacional de mineração deverá suportar integralmente o aumento da escala de produção planejado para os próximos 12 meses, com a retomada da construção e subsequente comissionamento da fase 2 da planta industrial greentech, projetada para atender à crescente demanda por materiais para baterias de lítio”, reiterou em outro trecho.
Reestruturação das operações foi financiada em parte pelas vendas de finos de lítio
Ainda segundo a Sigma Lithium, a reestruturação das operações de mineração no Vale do Jequitinhonha foi financiada em parte pelo sucesso comercial do concentrado fino de óxido de lítio de alta pureza e baixo teor, produzido no Grota do Cirilo.
Em janeiro, a empresa anunciou que vendeu 200 mil toneladas (Kt) do material, fruto de uma tecnologia de reciclagem após o empilhamento a seco dos rejeitos. Foram 100 mil Kt negociadas a um preço líquido ajustado de US$ 125/t e outras 100 mil Kt a US$ 140/t.
Agora, a mineradora pontuou que a venda do subproduto começou a gerar receitas brutas significativas. A título de exemplo, a companhia disse que, aplicando o valor da última negociação ao estoque disponível no fim de 2025, de 950 Kt, podem ser geradas receitas equivalentes à venda de cerca de 70 Kt (volume produzido em três meses) do concentrado de óxido de lítio de alto teor (produto primário do complexo) a US$ 1.800/t.
Além das vendas de finos de lítio, a Sigma ressaltou que se beneficiou do apoio financeiro de grandes clientes e financiadores globais, que têm fornecido continuamente garantias contratuais e linhas de capital de giro vinculadas à produção futura (70 mil Kt até o fim de 2026), substituindo o capital adicional de terceiros que seria necessário.
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