Mineira Suinco projeta alta de 13% na produção de carne suína em 2026
A cooperativa mineira Suinco projeta aumento de 13% na produção de carne suína em 2026, frente às 55 mil toneladas registradas no ano anterior. A empresa também planeja ampliar sua presença no mercado interno e externo, além de seguir investindo na modernização da fábrica instalada em Patos de Minas, no Alto Paranaíba.
O gerente comercial da Suinco, Bruno César Silva, relata que, para alcançar o objetivo de ampliar o volume produzido, a cooperativa tem adquirido alguns equipamentos, principalmente para as linhas de maior demanda, como os produtos temperados.
“Nós temos alguns equipamentos a serem adquiridos em 2026 para ampliar essa linha de cortes temperados, que tem uma procura muito forte por serem produtos mais práticos e versáteis”, relata.
Ele ainda esclarece que esse tipo de aporte também é executado em linhas em que a fabricante tenha alguma dificuldade em alguma etapa do processo, por falta de mão de obra, por exemplo. Segundo Silva, de 2019 a 2025 foram investidos cerca de R$ 150 milhões em melhorias estruturais e tecnológicas na unidade fabril.

Atualmente, a marca possui presença relevante em Minas Gerais e em outros mercados, como São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Goiás e Bahia, por meio de diferentes canais de venda. O gerente comercial ressalta que a Suinco também tem realizado trabalhos em outros estados da região Nordeste, voltados para distribuidores e redes de médio porte.
De acordo com ele, a cooperativa planeja ampliar sua presença no mercado paulista, além de estender sua atuação para outros estados do Norte do País. Vale ressaltar que, do total produzido no último ano, cerca de 95% foi destinado ao mercado local, enquanto os outros 5% foram direcionados à exportação.
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Apesar dessa baixa participação no negócio, Silva pontua que a fabricante mineira planeja ampliar a quantidade de mercados internacionais habilitados. Entre os novos destinos dos produtos da Suinco estão a Ucrânia e a China, com previsão de homologação ainda neste ano. “Estes são mercados que nós enxergamos como mais rentáveis e benéficos para que possamos seguir alavancando as vendas para exportação”, completa.
Desempenho da Suinco em 2025
O gerente comercial da cooperativa mineira relata que a evolução observada em 2025 ficou abaixo das expectativas iniciais, mas dentro do possível, considerando os desafios enfrentados no período. Entre as principais dificuldades estão questões envolvendo rentabilidade, manutenção do ritmo no mercado interno e falta de mão de obra qualificada.
A fabricante possui cerca de 1,5 mil funcionários. No entanto, segundo Silva, a demanda do mercado gera necessidade de um quadro ainda maior. Além disso, a empresa encerrou o ano passado com vagas em aberto. “Isso foi um limitador para que a Suinco pudesse dar um salto ainda maior em 2025”, avalia.
Para superar esse desafio, a empresa, segundo ele, tem apostado no desenvolvimento de estratégias internas para atrair novos talentos e na automatização da produção em algumas linhas, visando diminuir a dependência de um grande número de colaboradores.
Mercado nacional

De maneira geral, Silva avalia que o último ano foi positivo para o setor, apesar dos desafios encontrados, devido à abertura de novos mercados para exportação. “Isso acelerou as vendas de forma geral. Para os produtores, isso foi positivo, pois, com o aumento da procura, tivemos aumento do preço do suíno vivo”, destaca.
Quanto ao cenário em 2026, ele relata que, até o momento, foi possível observar melhora na demanda do consumidor final, influenciada pelo período de pré-Carnaval. No entanto, ele ressalta que o momento é de cautela quanto às perspectivas para o mercado. “Nós ainda estamos aguardando, pois ainda tem muita coisa para acontecer”, conclui.
De acordo com projeção da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o consumo per capita de carne suína crescerá 2,5% neste ano. Com estimativa próxima de 19,5 kg por habitante ao ano, a proteína amplia presença nas refeições semanais, impulsionada por fatores como custo-benefício, diversidade de cortes e maior oferta de itens adaptados ao consumo doméstico.
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