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Uberlândia Shopping alcança marca de 387 toneladas de resíduos reciclados e compostados

Programa de reciclagem e compostagem já destinou 387 toneladas de descartes e evitou a emissão de 465 toneladas de CO₂ equivalente
Uberlândia Shopping alcança marca de 387 toneladas de resíduos reciclados e compostados
ESTRATÉGIA AMBIENTAL | Funcionário atua na triagem de materiais no centro de reciclagem do Uberlândia Shopping, etapa que garante a destinação correta dos resíduos e reduz o envio a aterros sanitários | Foto: Divulgação Uberlândia Shopping

Buscando uma operação cada vez mais sustentável e adotando como principal estratégia ambiental a destinação correta de resíduos, o Uberlândia Shopping, localizado em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, vem avançando nas práticas sustentáveis e registrando resultados importantes. Em 2024, o mall implantou um programa de reciclagem e compostagem e já reciclou 387,1 toneladas de materiais gerados na operação, o que representa uma queda de 46% do volume descartado em aterro sanitário.

O gerente de operações do Uberlândia Shopping, Márcio Henrique Reis Santos, explica que a implantação do programa de reciclagem e compostagem no mall ocorreu porque a sustentabilidade é considerada estratégica pela Alqia, administradora que assumiu o shopping em 2022.

“Ao assumir o Uberlândia Shopping, a Alqia viu a oportunidade de mudar a gestão de resíduos do shopping. Sabemos o impacto que o empreendimento tem, pois é um gerador de resíduos, e tratar esses materiais da forma tradicional não era o objetivo da administradora. Olhamos para o custo que tínhamos com o descarte dos resíduos e entendemos que seria oportuno utilizar esses recursos para contratar pessoas para fazer a segregação dentro do próprio shopping”.

Ainda conforme Santos, o projeto hoje gera renda e emprega formalmente três pessoas que fazem a segregação de todo o resíduo gerado. Com a separação, é possível registrar uma taxa que varia de 60% a 80% de material segregado. Desde que foi implantado, em agosto de 2024, até fevereiro de 2026, foram 387,1 toneladas de resíduos reciclados e compostados. Desse total, os reciclados somaram 265,4 toneladas e os compostados, 121,8 toneladas. O processo reduziu em 46% o volume de materiais destinados ao aterro sanitário.

“As 387,1 toneladas de resíduos reciclados e compostados voltam para a economia, geram receita e permitem abater parte do custo operacional para subsidiar a mão de obra”.

Além da geração de emprego, Santos ressalta a importância do projeto para o meio ambiente. “O projeto tem um impacto socioambiental muito importante. Isso porque, ao retirarmos 387,1 toneladas de material que iriam para o aterro sanitário, reduzimos a circulação de caminhões, deixamos de utilizar transporte e há vários outros impactos indiretos. Com isso, evitamos a emissão estimada de aproximadamente 465 toneladas de CO₂ equivalente, contribuindo diretamente para a redução das emissões de gases de efeito estufa e para a estratégia ESG do empreendimento”.

Evitar 465 t de CO₂e equivale a aproximadamente 3,3 mil árvores cultivadas por 10 anos, 100 carros a gasolina rodando um ano ou 180 mil litros de gasolina queimados.

Dentro desse volume, a segregação de orgânicos ocorre com o resíduo gerado na praça de alimentação, que deixa de ser destinado ao aterro e é encaminhado para compostagem por meio de uma empresa parceira. Com isso, o material retorna como insumo para o tratamento de áreas verdes e outras finalidades.

“A gente quis reverter o que tradicionalmente se faz, que é mandar para aterro, gerar emprego e renda, melhorar a nossa eficiência e dar uma destinação adequada conforme a legislação do país. E, mais do que cumprir a legislação, a gente foca em oportunizar condições de melhoria, tanto ambiental quanto social”.

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