Rede Talismã Seguros projeta 15 novas franquias em Minas Gerais
A rede paulista Talismã Seguros planeja ingressar no mercado mineiro com 15 novas franquias no primeiro semestre deste ano, com foco nas cidades-polo de Minas Gerais. Essa projeção faz parte do plano de expansão nacional da corretora, que visa alcançar a marca de 150 novas unidades em todo o Brasil até o fim de 2026.
Atualmente, a empresa possui 23 operações espalhadas pelo País. O CEO da rede Talismã Seguros, Adriano Ferreira, destaca que a rede passou por um rebranding, visando um novo momento de crescimento, expansão nacional e fortalecimento institucional.
O objetivo da marca é fortalecer a atuação no mercado de franchising. O plano prevê a atração de empreendedores com perfil comercial, visão de longo prazo e interesse em atuar como consultores de soluções, e não apenas como vendedores de seguros.
Entre as cidades mineiras no radar da franqueadora, o destaque fica para Belo Horizonte, Uberlândia, no Triângulo Mineiro, Contagem, na Região Metropolitana, Juiz de Fora, na Zona da Mata, e Governador Valadares, no Vale do Rio Doce.
Ferreira explica que a escolha de uma nova cidade passa por uma análise criteriosa de fatores econômicos, demográficos e de comportamento do consumidor. “Avaliamos o tamanho do mercado local, o nível de atividade empresarial, a presença de pequenos, médios e grandes negócios e o potencial de demanda por soluções de seguros e proteção patrimonial”, relata.
Relevância do mercado mineiro

Ele ainda destaca a relevância do Produto Interno Bruto (PIB) de Minas no País e a forte presença de grandes empresas na região. Ferreira também cita algumas características do mercado local de grande importância para a seguradora.
“Minas Gerais apresenta alta demanda por seguros empresariais, benefícios corporativos, seguros patrimoniais, residenciais e de responsabilidade civil, segmentos que estão no centro da atuação da Talismã Seguros”, diz.
De acordo com dados do Sindicato dos Corretores de Seguros de Minas Gerais (Sincor-MG), o setor de seguros mineiro cresceu 12,3% no primeiro semestre de 2025. Esse resultado é 8,1 pontos percentuais (p.p.) acima do observado na média nacional (4,2%), apurada pela Superintendência de Seguros Privados (Susep).
O empresário afirma que Minas é um mercado estratégico para a rede por reunir escala, diversidade econômica e um perfil empreendedor muito alinhado ao modelo de franquias.
“O Estado tem uma das maiores concentrações de pequenos e médios empresários do País, além de forte presença nos setores de comércio, serviços, agronegócio e indústria, todos com alta demanda por soluções de proteção e gestão de riscos”, avalia.
Modelo de negócio da Talismã Seguros
A Talismã Seguros é uma rede de franquias especializada em soluções personalizadas e consultivas em seguros, benefícios e serviços financeiros para empresas e pessoas físicas. Ela oferece dois modelos de negócio para potenciais franqueados.
O modelo Home Based não exige ponto comercial e tem um investimento inicial a partir de R$ 25 mil, além de R$ 3 mil de capital de giro. Já o faturamento médio dessas operações é de R$ 50 mil por mês, com lucro entre 30% e 50%. O tempo de retorno do investimento é a partir de sete meses.
No caso do modelo Office, que opera com ponto comercial, o investimento inicial necessário é de R$ 40 mil e capital de giro de R$ 55 mil. A área média para instalação dessas unidades é de 50 metros quadrados (m²), com quatro funcionários no local. O faturamento médio mensal é de 150 mil, com lucro médio de 30% a 50% desse valor. O payback deste modelo de franquia é a partir de 12 meses.
Vale ressaltar que ambos cobram R$ 25 mil de taxa de franquia, royalties de 15% sobre o faturamento bruto e 5% de taxa de publicidade; além de oferecer acesso a mais de 30 seguradoras e 300 produtos. Além disso, a Talismã Seguros garante em contrato a devolução da taxa de franquia caso o franqueado, seguindo o plano operacional, não atinja os resultados projetados.
Ferreira relata que o mercado nacional de seguros está crescendo de forma consistente há décadas, independentemente de crises econômicas ou políticas. “Nossa proposta é democratizar o acesso ao empreendedorismo no setor, com baixo risco e alto potencial de retorno”, afirma.

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