Varejo usa IA para atrair consumidor para ponto de venda
São Paulo – A loja de cafés com um bar luxuoso escondido no porão, onde é possível saborear bebidas exclusivas; a loja de artigos esportivos onde o cliente não só joga, como grava o nome no tênis; o supermercado em que a etiqueta de perecíveis muda de cor conforme o produto fica menos fresco e também mais barato. Estes são alguns exemplos do que o uso da inteligência artificial (IA) pode fazer para atrair o cliente ao ponto de venda.
As novidades foram apresentadas na edição deste ano da NRF Retail’s Big Show, o maior evento do varejo mundial, realizado em Nova York (EUA).
Se em um primeiro momento a tecnologia foi empregada para entender as preferências e hábitos de compra do consumidor, assim como tornar a operação mais eficiente (com o monitoramento de estoques em tempo real, por exemplo), a palavra de ordem agora é usá-la para agregar valor às marcas. A tendência é que o varejo use cada vez mais a IA para criar diferenciais em produtos e serviços, com destaque para a interação nos pontos de venda.
“Muita gente achou que a loja iria acabar a partir do avanço do comércio eletrônico, mas o que se vê é uma relevância cada vez maior do ponto físico, que representa o espírito da marca”, diz o presidente da Renner, Fabio Faccio, que, em 27 anos de varejo, participou de diversas edições da NRF. “A feira deste ano mostrou a necessidade que as pessoas têm de se reconectarem”, acrescenta.
Em um cenário de excesso de informação e ofertas muito semelhantes, as marcas que se destacam são aquelas que oferecem a melhor experiência de compra no ponto de venda, diz o gerente executivo da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), Daniel Sakamoto.
Neste sentido, o uso de inteligência artificial permite não só que o cliente encontre o produto que procura e feche sua compra com facilidade, como esteja em um ambiente mais favorável ao consumo: uma loja sofisticada, aconchegante, que permita a interação com o produto e com os valores da marca.
“A tecnologia sai do campo experimental e passa a estar integrada ao dia a dia das empresas, voltada à conveniência, personalização e redução de fricções, como filas ou conflito de preços”, diz Sakamoto.
Reportagem distribuída pela Folhapress
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