Viking do Brasil projeta crescimento de até 15% com tecnologia ultrassônica nacional
Em um país historicamente dependente de máquinas importadas para processos industriais de alta precisão, uma hard tech mineira mostra que é possível inverter essa lógica com engenharia nacional, inovação aplicada e foco em eficiência. Com sede em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), a Viking do Brasil desenvolve equipamentos ultrassônicos industriais que reduzem custos operacionais, consumo de energia e vulnerabilidade cambial, ao mesmo tempo em que ampliam a competitividade de setores como têxtil, automotivo, hospitalar e, mais recentemente, da bioindústria.
Além disso, esses equipamentos ultrassônicos industriais são fundamentais para a modernização dessas áreas produtivas. Parte do Grupo Aalok, a empresa projeta crescer até 15% em 2026, sustentada por um portfólio de alto valor agregado, estratégia de inovação contínua e aposta em novas frentes como bioeconomia, cosméticos e farmacêutica.
Conforme o diretor executivo do Grupo Aalok, Daniel Zicker Machado, a tecnologia desenvolvida e patenteada foi projetada para otimizar processos de soldagem e beneficiamento de materiais técnicos. A solução também se diferencia pelo impacto no custo operacional das empresas que utilizam as máquinas desenvolvidas pela Viking, especialmente na linha de equipamentos ultrassônicos industriais.

“A principal vantagem econômica é a eficiência energética. Nossas soluções eliminam o uso de colas químicas e reduzem drasticamente o consumo de energia em comparação aos métodos térmicos tradicionais. Para o industrial, isso significa um retorno sobre o investimento acelerado e adequação imediata às metas de ESG, reduzindo a pegada de carbono da linha de produção com a aplicação dos equipamentos ultrassônicos industriais corretos”.
Os equipamentos foram desenvolvidos para solucionar gargalos específicos de eficiência. Exemplo disso é a máquina de costura ultrassônica, que é ideal para unir tecidos sintéticos sem uso de linha ou calor excessivo. Essa tecnologia é essencial para o setor têxtil técnico e hospitalar. O portfólio conta ainda com a ponteadeira ultrassônica, que realiza pontos de solda extremamente resistentes com rapidez e baixo consumo energético, atendendo à demanda automotiva por ciclos curtos. Vale ressaltar que em todos esses segmentos a busca por equipamentos ultrassônicos industriais está crescendo, impulsionando ainda mais a inovação local.
A indústria também desenvolveu uma máquina de furar ultrassônica, solução que permite uma perfuração precisa e com acabamento superior. A ferramenta se aplica, por exemplo, à perfuração de pedras em joalheria, ourivesaria e trabalhos artesanais, setores que também se beneficiam do uso de equipamentos ultrassônicos industriais modernos.
“Em 26 anos, nos consolidamos como uma hard tech mineira, provando que é possível desenvolver bens de capital de alta precisão no Brasil, oferecendo segurança operacional e blindagem contra flutuações externas. A Viking nasceu não apenas para fabricar máquinas, mas para resolver uma dor latente da indústria nacional, que é o risco da cadeia de suprimentos”, disse Machado. Por isso, os equipamentos ultrassônicos industriais têm papel estratégico em vários setores.
A produção gira em torno de 150 unidades anuais de alto valor agregado. Além de atender à demanda nacional, a empresa também exporta para a Europa e América Latina, com destaque para México, Chile e Colômbia. O plano é expandir o faturamento em até 15% em 2026. Ademais, essa produção anual inclui uma variedade de equipamentos ultrassônicos industriais destinados aos mercados internacionais.
“Diferentemente de concorrentes asiáticos focados em volume massificado, nosso foco é a robustez e a engenharia consultiva. Projetamos um crescimento real de 10% a 15% para o ciclo. Nosso principal desafio para escalar não é a demanda, mas a escassez de engenheiros especializados, o que nos obriga a atuar também como polo de formação técnica.” A indústria nacional carece de profissionais para o desenvolvimento de equipamentos ultrassônicos industriais inovadores.
Conforme o empresário, além do portfólio consolidado, a empresa segue investindo em inovação. Atualmente, a Viking está aportando na bioindústria, com os novos homogeneizadores ultrassônicos para extração. O objetivo é atender os setores farmacêutico e de cosméticos. A meta é que as novas linhas de produtos representem uma fatia significativa do faturamento nos próximos anos, com destaque para os equipamentos ultrassônicos industriais nessas novas aplicações.
“Estamos fazendo um movimento de risco calculado em direção à bioeconomia. O foco dos investimentos atuais é a preparação tecnológica para a cadeia de cannabis medicinal e cânhamo industrial. É uma estratégia em que desenvolvemos homogeneizadores ultrassônicos e iluminação LED de crescimento. Se a regulação da Anvisa avançar rápido, seremos os primeiros com tecnologia nacional pronta. Caso o mercado demore a maturar, essa mesma tecnologia já possui demanda garantida na indústria de cosméticos e química fina. É inovação com proteção de capital, sempre envolvendo soluções de equipamentos ultrassônicos industriais para garantir eficiência energética e qualidade.”
Ao combinar engenharia de alta precisão, eficiência energética e desenvolvimento tecnológico nacional, a Viking do Brasil consolida uma estratégia que vai além da fabricação de máquinas. O avanço sobre a bioeconomia, a diversificação do portfólio e a atuação como polo de formação técnica reforçam um modelo de crescimento ancorado em inovação com mitigação de riscos. Por fim, equipamentos ultrassônicos industriais continuam sendo essenciais para o fortalecimento da produção nacional. Em um cenário de cadeias globais ainda instáveis, a hard tech mineira aposta em tecnologia própria para sustentar a expansão projetada e ampliar a presença do Brasil na produção de bens de capital de alto valor agregado.
Por dentro da hard tech mineira
- Empresa: Viking do Brasil
- Sede: Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte
- Grupo: Grupo Aalok
- Atuação: Desenvolvimento e fabricação de equipamentos ultrassônicos industriais de alta precisão
- Diferencial: Tecnologia nacional patenteada, eficiência energética e redução de custos operacionais
- Produção: Cerca de 150 unidades anuais de alto valor agregado
- Mercados atendidos: Indústria têxtil técnica, automotiva, hospitalar, joalheria, ourivesaria e bioindústria
- Exportações: Europa e América Latina, com destaque para México, Chile e Colômbia
- Projeção para 2026: Crescimento de 10% a 15% no faturamento
- Novas frentes: Homogeneizadores ultrassônicos para bioeconomia, cosméticos, farmacêutica e química fina; além disso, o uso de equipamentos ultrassônicos industriais nessas áreas é uma tendência crescente.
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