Duplicação da BR-381: impulso econômico e mais empregos
O início das obras de duplicação da BR-381 na Região Metropolitana de Belo Horizonte, entre Ravena e Caeté, com a assinatura da ordem de serviço na sexta-feira (27), representa um avanço decisivo numa das mais importantes iniciativas voltadas para o desenvolvimento de Minas Gerais e para a integração logística do Brasil. É mais uma etapa fundamental nessa realização histórica que favorece a geração de empregos e cria mais oportunidades para os empreendedores de todos os portes e setores da economia.
Em particular, deve ser ressaltado o efeito positivo para o escoamento da produção industrial, agrícola, pecuária e mineral, ampliando os horizontes especialmente para o Vale do Aço.
A duplicação é a maior obra rodoviária em andamento no Estado e uma das maiores do País, com 303 quilômetros no total, passando por 21 municípios, indo da Capital a Governador Valadares. Os investimentos somam mais de R$ 9,5 bilhões em infraestrutura e tecnologia, com potencial para 80 mil postos de trabalho diretos e indiretos nas áreas beneficiadas em 30 anos de concessão.
Para mim, é também mais um round da luta de uma vida inteira. Com muito orgulho, lembro-me que o projeto de duplicação começou em 2004 quando eu era diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), em Brasília. Fui levado para a função pelo saudoso José Alencar, vice-presidente da República, no primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva.
Naquela ocasião, determinei a contratação do Projeto de Traçado, Viabilidade Técnica e Meio Ambiente, que está na origem da duplicação. Desde então, tenho sido um incansável batalhador pela sua implantação, por meio de uma série de ações que ajudaram a tirar as obras do papel e a colocar as máquinas na pista, para transformar a realidade de todos os municípios localizados no seu traçado e no Vale do Aço.
Minha trajetória de homem público e minha vida pessoal estão muito associadas ao Vale do Aço, onde trabalhei como delegado de polícia, criei minha família e me dediquei à melhoria das condições de vida de seus moradores, como deputado federal por dois mandatos, secretário do governo de Minas, senador da República e, mais recentemente, ministro de Minas e Energia.
Naquele início, portanto, a duplicação esteve associada ao presidente Lula. O mesmo se dá agora com a retomada em 2025, sob o comando do ministro dos Transportes, Renan Filho, tendo a concessão completado um ano em fevereiro.
Recentemente, a pasta anunciou que Minas receberá mais de R$ 100 bilhões em investimentos em infraestrutura de transportes nos próximos anos, com projetos estruturados que ampliam rodovias, fortalecem ferrovias e destravam obras paradas no estado.
Além de favorecer o crescimento econômico, as obras já estão garantindo mais segurança para a população, em especial para motoristas e passageiros de automóveis, ônibus e caminhões. São nítidas as melhorias no pavimento, na sinalização, na segurança e nos serviços de atendimento, que incluem socorro médico, mecânico e monitoramento 24 horas.
No passado, o elevado número de acidentes nas pistas levou a BR-381 a ser conhecida, tristemente, como a “rodovia da morte”. Agora, passa a ser a “rodovia da vida”, do progresso e da prosperidade.
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