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Franchising ganha força com liderança feminina

A presença de executivas à frente de grandes redes mostram como estratégia, gestão colaborativa e visão de longo prazo impulsionam crescimento
Franchising ganha força com liderança feminina
Foto: Reprodução Adobe Stock

Na semana que antecede o Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, o avanço feminino no franchising ganha ainda mais visibilidade. Executivas à frente de grandes redes mostram como estratégia, gestão colaborativa e visão de longo prazo impulsionam crescimento. Em um setor marcado por escala e padronização, elas imprimem cultura, propósito e inteligência de mercado. A seguir, perfis que traduzem essa transformação.

À frente da Calçados Bibi desde 2019, Andrea Kohlrausch assumiu a presidência após um processo sucessório de sete anos. Lidera uma empresa com mais de 1.100 colaboradores e rede superior a 150 lojas no Brasil, América Latina e África. Destaca como desafio equilibrar os múltiplos papéis de executiva e mãe, apoiando-se em organização e descentralização de tarefas.

Defende que a sucessão em empresas familiares exige planejamento minucioso e preservação do DNA da marca. Incorporou o cuidado com saúde e bem-estar à rotina como parte da disciplina de liderança.

Responsável pela estratégia territorial da iGUi no Brasil, Lilian Marques conduz negociações, estudos de mercado e implantação de novas operações. Atua em um setor tradicionalmente masculino, o de casa e construção, onde aponta a necessidade de demonstrar competência técnica e segurança nas decisões.

A iGUi está presente em mais de 50 países e lidera ranking da Associação Brasileira de Franchising (ABF) em internacionalização. Lilian Marques defende que expansão estruturada depende de inteligência de mercado e parceria sólida com franqueados. Sua liderança combina visão analítica, proximidade e foco em performance sustentável.

Sócia-fundadora da Rockfeller Language Center, Renata Morais ajudou a consolidar a rede com mais de 100 unidades e faturamento de R$ 80 milhões em 2024. Apostou em inovação e no uso pioneiro de inteligência artificial no ensino de idiomas.

Defende que liderança feminina une estratégia, sensibilidade e visão de longo prazo. Destaca o desafio de equilibrar firmeza e emoção em ambientes onde mulheres ainda são minoria na alta gestão. Incentiva maior presença feminina entre franqueados, hoje em torno de 15% da rede.

Bruna Vasconi começou a empreender aos 13 anos e estruturou o Peça Rara Brechó com empréstimo inicial de R$ 7 mil. Após consolidar lojas próprias, iniciou o franchising em 2019 e expandiu para mais de 130 unidades, com faturamento superior a R$ 250 milhões em 2025.

A marca tornou-se referência em moda circular, unindo rentabilidade e impacto ambiental. Bruna Vasconi aponta a gestão do tempo como desafio ao conciliar maternidade e comando da operação. Defende firmeza, alianças estratégicas e liderança conciliadora como diferenciais femininos.

Fundadora do Café Cultura, Luciana Melo associa liderança feminina a colaboração, empatia e foco estratégico. Conduziu a expansão por franquias preservando a essência da marca por meio de processos e comunicação estruturados. Destaca a importância de equilibrar resultado e propósito na construção de negócios sustentáveis.

Reconhece o desafio de provar competência em ambientes ainda predominantemente masculinos. Para ela, consistência, inovação e rede de apoio são pilares para sustentar crescimento e competitividade.

À frente da Royal Face, Claudia Abreu lidera uma das maiores redes de estética do País. Construiu trajetória estruturando operações, impulsionando crescimento e conectando estratégia à execução. Atua com foco em transformação digital, experiência do cliente e expansão.

Defende que resultado é consequência de cultura forte, equipes preparadas e decisões ágeis. Sustenta que ampliar a presença feminina em posições estratégicas fortalece empresas e cria modelos mais sustentáveis de gestão.

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