Gols de placa do cinema brasileiro
“O Everest está chegando!” (Fernanda Torres, regozijando-se com o sucesso de “O Agente Secreto”)
Festejado no encantamento das ruas, nosso cinema vem marcando lindamente os gols de placa que a seleção brasileira de futebol desaprendeu de fazer nas Copas. Os vibrantes aplausos contemplaram, desta feita, o excelente filme “O agente secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho com o ator Wagner Moura à testa do elenco. Depois conquistar 33 significativos prêmios em festivais europeus, o de “melhor diretor” e o de “melhor ator” em Cannes, a película ambientada em Recife, tendo como pano de fundo os acontecimentos políticos dos “anos de chumbo”, arrebatou o Globo de Ouro em grande estilo. Os troféus de “melhor filme” e “melhor ator” abrem alvissareiras perspectivas no sentido de que o cinema brasileiro possa repetir, em 2026, o que ocorreu em 2025, com o “Ainda estou Aqui”, na disputa do cobiçado Oscar.
A triunfante performance dos artistas brasileiros neste, fora e dentro do país, vale como compensação para certos momentos trevosos, não tão distantes assim, em que a arte e a cultura foram espezinhadas pelo obscurantismo oficial então reinante. Em seu discurso de agradecimento pela premiação, o cineasta Kleber Mendonça Filho falou de sua crença no cinema: “Acredito de verdade que o cinema pode ser uma forma de expressar os lutos, as dificuldades e as tristezas que enfrentamos como sociedade”. Dirigindo-se aos jovens, em especial aos americanos que atuam no setor audiovisual aduziu: Este é o momento de se manifestar. “Os jovens americanos têm muito a dizer sobre o que está acontecendo na sociedade em que vivem, e é isso que eu quero ver no cinema feito por eles”.
O que está por vir agora na trajetória de “O agente secreto”? Bem provavelmente é aquilo que Fernanda Torres, “Globo de Ouro” e “Oscar” ano passado, anteviu nas calorosas felicitações a Kleber, Wagner e companheiros: “O Everest está chegando”!
2) A opinião pública deu-se conta de repente não mais que de repente, como diz o poeta, de estarem ocorrendo, nos bastidores, algumas manobras suspeitas com sibilino propósito de “embaralhar o meio de campo”, no caso do Banco Master, de maneira a garantir que tudo “acabasse em pizza”. A trama chegou até mesmo ao infame procedimento de se recrutar “os préstimos profissionais” de milicianos digitais para que projetassem nas redes falsidades contra o Banco Central pela decisão tomada de liquidação, por infrações graves, da organização bancária. A reação que se seguiu parece haver contido, pelo menos por hora, os impulsos do grupo comprometido com as maracutaias investigadas pela PF. A vigilância da mídia, dos setores jurídicos e dos meios políticos bem intencionados é fundamental para que o processo em questão chegue às ultimas consequências, doa a quem doer.
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