Importância dos Códigos de Ética e Conduta
Muito se tem discutido sobre a conduta profissional dos membros do nosso Supremo Tribunal Federal. Diversas práticas, regras e legislações globais determinam ou incentivam fortemente a adoção de Códigos de Ética e Conduta. Entre elas, podemos citar a FCPA, a UKBA, a Lei 12.846, a SOX, a Convenção Antissuborno da OCDE, além dos inúmeros padrões de mercado das bolsas de valores ao redor do mundo, incluindo a B3. Nesse sentido, compartilho aqui minha visão, baseada na experiência, sobre o real valor de um código de ética e conduta e como ele funciona nas organizações, especialmente em multinacionais de capital aberto.
Atuando em Auditoria, Compliance e Gestão de Riscos, frequentemente me deparo com situações em que a conduta de profissionais era questionada: um jantar caro pago com cartão corporativo, uma viagem em primeira classe, uma estadia em resort durante uma viagem de trabalho, um ingresso caro oferecido ou recebido, uma carona em jato particular de fornecedor ou cliente, uma visita à casa de praia de um parceiro comercial, uma confraternização com um fornecedor durante uma concorrência, ou até a contratação do filho de um amigo.
Como se pode observar, são inúmeras as situações que ocorrem e que podem parecer rotineiras, mas não necessariamente estão certas ou erradas. Muito depende do contexto e da justificativa. Mas afinal, o que norteia a ética e a conduta profissional?
Conduta é a prática norteada pela ética. É a ação guiada pela razão. E para sair dessa longa discussão filosófica, legal e administrativa, existem os chamados Códigos de Ética e Conduta. Neles está definido o que é certo ou errado. Também como agir em diferentes circunstâncias, deixando claro o que pode e o que não pode. É a partir deles que saímos do subjetivo para o objetivo.
Portanto, a adoção de Códigos de Ética e Conduta profissional é essencial. Eles reforçam o valor das atividades e processos, garantindo a devida diligência na sua execução.
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