Em Minas, segurança se faz com ciência e valorização
O 1º Diagnóstico da Segurança Pública, elaborado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em parceria com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), marca um novo ciclo na gestão da segurança pública mineira, baseado em dados, evidências e análise científica. A iniciativa representa uma guinada na forma de planejar e executar políticas de segurança, reconhecendo o papel essencial das instituições que sustentam a tranquilidade dos mineiros: a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) e o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG).
O estudo revela que segurança pública é um sistema complexo que exige integração, planejamento e visão estratégica. Nesse cenário, é impossível falar em eficiência sem destacar a contribuição cotidiana das forças que estão na linha de frente. A PMMG, com sua presença capilar e atuação preventiva, e o CBMMG, com sua excelência técnica e humanitária, são pilares de credibilidade e confiança da população. São corporações que transformam políticas públicas em resultados concretos, dia após dia.
Entre os achados do diagnóstico, chama atenção o eixo da qualidade de vida no trabalho. O levantamento aponta que 85,5% dos profissionais da segurança atuam em funções compatíveis com sua formação — um dado que reflete o alto grau de preparo e comprometimento das forças mineiras. Por outro lado, 42% relataram sintomas de sofrimento psíquico, especialmente entre os que atuam em áreas de maior exposição ao risco. Esse dado exige respostas institucionais urgentes: cuidar da saúde mental dos policiais e bombeiros é garantir a sustentabilidade de todo o sistema de segurança.
Outro ponto relevante é a integração entre Estado e municípios, impulsionada por iniciativas como o Selo Prevenção Minas e a metodologia Igesp, que promovem ações conjuntas entre PMMG, CBMMG, Polícia Civil, Ministério Público e Poder Judiciário. Essa cooperação reforça uma visão moderna e preventiva da segurança pública, na qual as forças militares estaduais assumem papel de liderança, tanto na coordenação das ações operacionais quanto na aproximação com as comunidades locais.
O diagnóstico também evidencia desafios estruturais — como a superlotação prisional e a reincidência criminal — que exigem esforços conjuntos de todo o sistema de justiça. Ainda assim, Minas Gerais avança ao reconhecer a importância do planejamento e da integração institucional. Com base nas informações levantadas, será possível alocar melhor os recursos, fortalecer as corporações e ampliar a confiança da sociedade.
A PMMG e o CBMMG são, há décadas, referência nacional em disciplina, técnica e compromisso social. Elas não apenas garantem a ordem e salvam vidas, mas também representam o elo de confiança entre o Estado e o cidadão. Valorizar essas corporações é investir na segurança e no futuro dos mineiros.
Minas Gerais dá o exemplo ao transformar o conhecimento em ferramenta de gestão. O desafio, agora, é transformar o diagnóstico em ação permanente — com valorização profissional, integração entre instituições e políticas públicas que respeitem a realidade e a dignidade de quem serve. A segurança pública se constrói com ciência, planejamento e, sobretudo, com pessoas comprometidas. E nisso, nossas forças militares seguem sendo o maior patrimônio do povo mineiro.
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