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Pertencimento: o verdadeiro capital de 2026

Fator é o que sustenta o crescimento contínuo, mesmo diante de instabilidade econômica e transformações constantes nos mercados
Pertencimento: o verdadeiro capital de 2026
Crédito: Adobe Stock

O cooperativismo de crédito chega a 2026 com uma convicção reforçada: seu maior ativo é o pertencimento. Em cada localidade onde se faz presente, o movimento constrói vínculos sólidos, baseados na confiança e na cooperação. Esse capital social é o que sustenta o crescimento contínuo, mesmo em tempos de instabilidade econômica e transformações constantes nos mercados.

O modelo cooperativo se mostra resiliente porque está enraizado em cada região. Ele compreende as vocações de cada município e atua para fortalecer o que há de mais genuíno na economia real — o trabalho das pessoas. Essa presença próxima e participativa gera impacto muito além do aspecto financeiro: estimula o orgulho local, valoriza o empreendedorismo e inspira um sentimento coletivo de corresponsabilidade. Isso se torna ainda mais relevante diante da retração de instituições financeiras tradicionais, que reduzem estruturas e concentram decisões longe da realidade de quem produz e movimenta a economia.

Nas cooperativas, o relacionamento é a base de toda operação. Isso significa conhecer as histórias, apoiar os planos e caminhar junto com quem faz a diferença na produção, no comércio e nos serviços. Essa proximidade, somada à gestão compartilhada e ao reinvestimento local dos resultados, impulsiona o desenvolvimento econômico sustentável e amplia as oportunidades de acesso ao crédito responsável. O círculo virtuoso que se forma faz o dinheiro circular dentro da própria região, fortalecendo cadeias produtivas e promovendo autonomia.

A conexão entre prosperidade e pertencimento é um dos temas abordados pela Pesquisa de Prosperidade, encomendada pelo Sicredi em parceria com o Datafolha. O estudo inédito mostra que, para os brasileiros, prosperar é uma experiência ampla: envolve equilíbrio emocional, relações de confiança e senso de contribuição. Segundo o levantamento, prosperidade vai muito além da renda — inclui bem-estar, educação, estabilidade e relacionamento saudável com a região. Essa visão está no centro da lógica cooperativa: a prosperidade é um movimento coletivo, não individual, e floresce quando há cooperação genuína.

Essa convergência entre dados e prática reforça algo essencial: o cooperativismo de crédito oferece um caminho concreto para que as pessoas cresçam de forma integrada, reduzindo desigualdades e fortalecendo o desenvolvimento regional. O modelo comprova que prosperar juntos é mais eficaz e duradouro do que buscar resultados isolados. Ele cria um ambiente favorável ao surgimento de novas lideranças, ao aprendizado mútuo e à inovação colaborativa.

Em 2026, a expectativa é avançar no uso de tecnologia de forma humana, ampliando o acesso a soluções sem perder a essência do contato próximo e do diálogo transparente. A combinação de inovação, propósito e pertencimento torna o cooperativismo um modelo econômico do futuro — porque reflete aquilo que as pessoas realmente valorizam: relações verdadeiras, oportunidades compartilhadas e a certeza de que o desenvolvimento só faz sentido quando é de todos.

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