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Projetos sociais como iniciativas empregadoras

Iniciativas promovem oportunidades de emprego, independência financeira e acesso a bens e serviços
Projetos sociais como iniciativas empregadoras
Foto: Reprodução Adobe Stock

Projetos sociais, quando estruturados, ultrapassam o objetivo de fomentar uma causa, seja ela voltada ao esporte, à cultura ou a um público específico. Essas iniciativas ganham amplitude porque promovem oportunidades de emprego, independência financeira e acesso a bens e serviços, impulsionando o desenvolvimento econômico no País.

Esse caminho que leva à inclusão social e a melhorias na qualidade de vida dos indivíduos, no entanto, ainda encontra alguns desafios. O principal talvez seja a ausência de conhecimento técnico e gerencial dos proponentes, o que dificulta a comprovação do impacto positivo onde atuam, impedindo a oferta de patrocínio por parte das empresas.

Para que um projeto funcione como um motor de empregabilidade, ele deve ser planejado, formatado e alinhado às necessidades do mercado local, para que os participantes sejam treinados de acordo com as vagas reais de trabalho. Da mesma forma, o acesso da população ao programa deve ser facilitado, sem barreiras institucionais e burocráticas.

Um exemplo de ação que segue essa lógica e faz a diferença nos locais onde está implementada é o “Delivery das Favelas”, que compreende mais de 100 comunidades no Rio de Janeiro, além de 1.600 em São Paulo. Graças à iniciativa, pessoas dessas regiões atuam como entregadores das modalidades MarketPlace e Last Mile e, por sua vez, atendem os moradores e comerciantes locais. Com isso, a economia é fortalecida e retroalimentada.

Ofertas de linhas de crédito com juros menores para as companhias que aderirem a iniciativas de inclusão produtiva, políticas públicas de incentivo à geração de emprego e de renda, além de uma articulação mais eficiente entre empresas, empreendedores sociais e governo são fundamentais na implementação de projetos bem-sucedidos.

Se considerarmos a operação necessária para o funcionamento de cada projeto e ainda, o produto entregue por essas iniciativas, podemos concluir que, independentemente do segmento, todas as ações geram postos de trabalho e, consequentemente, emancipação financeira para os envolvidos.

Nesse sentido, há programas que preparam mão de obra qualificada para os mercados formal e informal, que apoiam o empreendedorismo local, incentivam a criação de pequenos negócios, viabilizam a comercialização de produtos e serviços, além de empoderarem públicos vulneráveis e jovens em início de carreira.

São ideias com propósito, grande potencial de mudança social, viáveis na execução, e que certamente construirão um legado positivo onde são implementadas. Precisamos falar mais sobre isso.

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