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Reação da democracia norte-americana impõe freio a Trump

Democracia dos Estados Unidos vem emitindo alentadores sinais de rejeição às posturas autocráticas do mandatário da nação
Reação da democracia norte-americana impõe freio a Trump
Foto: Jonathan Ernst / Reuters

“Há um show de palhaços acontecendo nas redes sociais” (Barak Obama)

A Democracia estadunidense vem emitindo alentadores sinais de rejeição às posturas autocráticas do mandatário da nação.

São bem nítidos os indícios de que os setores lúcidos da sociedade, sintonizados com o sentimento das ruas, familiarizados com os regramentos constitucionais que balizam a rotina comunitária, vêm articulando movimentos de resistência aos desmandos produzidos a granel no salão oval da Casa Branca. A palavra de ordem, neste momento, é tentar conter, pelos meios que a lei faculta, as extravagâncias e desatinos cometidas por Donald Trump.

Demonstração eloquente desse animador estado de coisas acaba de ser dada pela Corte Suprema dos Estados Unidos. Constituída em sua maioria por magistrados de tendência conservadora, indicados para as funções pelo dirigente republicano no primeiro mandato, a Corte considerou ilegal, por 6 a 3 que o chamado tarifaço imposto à totalidade dos países, escorou a memorável decisão em preceitos constitucionais irrefutáveis, ignorados descerimoniosamente por Trump.

A Suprema Corte é uma instituição respeitadíssima pela coletividade norte-americana. Seus atos têm força, pode se dizer canônica, junto à população. O que fez, então, Trump ao tomar conhecimento, possuído de ira, da resolução judicial que colocou a pique as sobretaxas desestabilizadoras da ordem de comércio mundial? Convocou os órgãos de comunicação para berrar que os juízes mais graduados do País são “traidores da pátria”, “imbecis”, “nojentos”. Argumentou que os votos contrários às tarifas exorbitantes derivaram de pressões externas e de interesses econômicos inconfessáveis… uma nova maluquice se encontra. Nada obstante, em atitude desafiadora anunciou, em substituição às tarifas derrogadas, uma nova tarifa global de 15% para todos os produtos que entrem nos Estados Unidos.

Trump sofreu em mais uma frente, outra significativa derrota foi obrigado a retirar do estado de Minnesota a tropa de agentes encarregados das desumanas ofensivas contra estrangeiros. Como noticiado, os agentes, atuando em moldes parecidos com as das sinistras “SS” nazistas, cometeu assassinatos, invasões residenciais descabidas, importunou de forma cruel contingente apreciável de cidadãos, provocando reações de protesto que se estenderam ao país inteiro.

Outra situação estarrecedora nascida do desvario do presidente dos EUA deu origem a ruidosas manifestações de indignação mundo afora. Em postagem no site da Casa Branca, deixando à mostra sua visceral orientação racista, Trump estampou imagem do casal Barak Obama comparando seu antecessor a um chimpanzé. Disse depois que havia se equivocado, mas recusou-se a pedir desculpas.

Retomando à queda, por força judicial do tarifaço, cabe acrescentar que a medida foi de bom tamanho para os interesses dos exportadores brasileiros, consoante avaliação dos analistas financeiros.

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