Transformar os sonhos em realidade é uma construção cotidiana
“Tente mover o mundo, mas comece movendo a si mesmo”. Esta célebre frase de Platão nos remete como o mundo que vivemos é produto de nossas próprias realizações. Logo, é consequência dos atos tantos daqueles que nos precederam e do que estamos a construir quotidianamente.
Sendo assim, projetar, planejar e sonhar um mundo melhor, longe de ser uma visão poética, é um caminho auspicioso para ser trilhado. E são tantos os problemas que precisam de solução. Vários são os desafios que precisam ser superados em todas as áreas, seja na nossa vida pessoal ou afazeres. Consequentemente, saber influenciar a realidade é tomar as rédeas da história. Como isto é possível? Que leis governam esta trajetória?
Segundo a neurociência, nossos interesses coordenam nossa atenção para perceber as oportunidades. Nossa motivação é despertada e vislumbramos a concretização dos nossos desejos. Não é mágica, mas um treinamento do nosso cérebro para compilar e organizar as estratégias que precisarmos para alcançar o objetivo elegido.
A visualização e o treino preparam o caminho para a transformação. Atitudes que consolidam a aquisição de novas habilidades têm o potencial de alimentar um círculo virtuoso. Por exemplo, se queremos aprender uma nova língua temos que progressivamente aprender novas palavras e como usá-las. É um processo que leva tempo e amadurecimento.
Assim, pensamento místico e neurociência disputam corpo a corpo. A frase de Hugo Mãe “quando se sonha grande a realidade aprende” sugere a ideia de que a intensidade e a convicção podem influenciar a vida real. Para a ciência, sonhar, simular, preparar, treinar, exercitar equivalem a preparações para cenários futuros. Concede a chance de treinar respostas, habilidade e atitudes para o enfrentamento. Testar as possibilidades de forma não linear pode aumentar a flexibilidade mental, tornando o indivíduo mais resiliente e adaptável diante dos desafios da vida.
Com um corpo que sente e busca recompensas, nossas memórias são guiadas de forma a valorizar e criar afinidades pelo que nos gera estímulos positivos. Distanciamo-nos naturalmente das punições. Este mecanismo de sobrevivência é muito útil. Em nosso cérebro a firme fixação das memórias ruins é modulada pelo hormônio noradrenalina, um dos hormônios do estresse. É por isso que se diz que “quem apanha não esquece”.
Cada um traz dentro de si um manancial de recursos vitoriosos recebidos por herança. Eles foram testados pelo tempo. Se retornarmos dez gerações chegaremos à bagagem genética de dois pais, quatro avós…2040 decavós. Na canção “A estrada” o grupo Cidade Negra nos lembra: “Você não sabe o quanto eu caminhei, para chegar até aqui”. E não percamos o ponto de vista que todo sofrimento instrui, e todo pranto lava.
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