A geração que busca sentido
Ao caminhar pelos corredores da escola e observar as conversas dos estudantes, torna-se evidente que estamos diante de uma geração em transição. A chamada Geração T cresce conectada, atravessada por múltiplas referências, culturas e informações. Essa vivência modela a forma como aprendem, consomem, se relacionam e enxergam o papel das instituições na sociedade.
Quando falamos em gerações, costumamos organizá-las por períodos de nascimento. A Geração X reúne pessoas nascidas entre 1965 e 1980, marcadas por importantes mudanças sociais e tecnológicas. A Geração Y, ou Millennials, nascidos entre 1981 e 1996, acompanhou a expansão da internet e novas formas de trabalho. Já a Geração Z, a partir de 1997, chegou ao mundo em plena era digital.
A Geração T, por sua vez, é menos uma data e mais um momento histórico. Segundo Amy Webb, futurista e pesquisadora, ela transcende divisões tradicionais como X, Y ou Z, pois todos que vivenciam a grande transição tecnológica atual fazem parte desse grupo.
Esse conceito também se manifesta com força entre adolescentes que hoje estão, em sua maioria, entre 10 e 19 anos, vivendo a passagem entre modelos tradicionais e novas formas de pensar o mundo, o consumo e as relações.
Como professora da área de desenvolvimento humano e coordenadora pedagógica, percebo o quanto compreender essa geração é essencial para formar lideranças conscientes. O Capitalismo Consciente oferece quatro pilares que dialogam com os valores desses jovens.
O propósito maior aparece quando eles buscam sentido nas marcas e instituições. A orientação para stakeholders se revela na forma como vivem em rede. A liderança consciente surge na valorização de figuras autênticas e coerentes. A cultura consciente se expressa no desejo por ambientes colaborativos, diversos e inovadores.
A Geração T convida escolas e organizações a revisarem suas práticas e a cultivarem relações mais humanas e responsáveis.
Diante desses jovens que já questionam, conectam e transformam, fica uma pergunta para reflexão: estamos formando lideranças preparadas para o mundo que está nascendo ou apenas repetindo modelos do passado?
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