Do como ganhar a guerra com a Europa
Os brasileiros já foram muito admirados na Europa e continuam respeitados. Alguns, como Villa-Lobos na música, Niemeyer na arquitetura junto com Burle Marx e Lúcio Costa, JK construtor de Brasília, Jorge Amado entre inúmeros escritores, sem falar nos cantores como Gil, Chico Buarque e dezenas deles. E o futebol? Pelé& Cia. Grupo Corpo. Sepultura.Medalha Fields, a mais alta distinção científica na área de matemática, também é nossa.
A lista é interminável, na qual não se pode excluir que somos um país democrático, com eleições incontestáveis para o mundo, por aqui alguns derrotados tem outra opinião, e que temos 30 anos de execução exemplar do Plano Real, estabilidade econômica do país. Mas, preferimos ficar com a síndrome da derrota para a Alemanha. Valorizamos mais o negativo, as derrotas, com pouco aprendizado para fazer novas vitórias. Agora, na véspera dos desfiles carnavalescos, é bom olhar a disciplina, organização, respeito pessoal e coletivo, além de uma riqueza musical e visual, que o povo, povinho de classes que não fazem parte da lista de milionários, fazem.
Assinado o acordo entre Mercosul e UE, um acordo altamente favorável ao parceiro mais forte, que são os europeus e que será, mesmo com com muitos percalços ainda, implementado custe o que custar, cabe a pergunta: e agora, José? Vamos nos conformar, estender o tapete persa para que os antigos colonizadores ainda tomem mais do que já têm? A UE é o maior investidor estrangeiro no país. Só os franceses empregam mais de 500 mil pessoas. Os espanhóis dominam estradas, bancos, comunicações. A Itália, energia, comunicações e carros. A Alemanha, mais de 5 mil empresas.
Não, vamos reverter isso. De um acordo desfavorável, fazer um a nosso favor. Muitos anos atrás uma moça de Viçosa foi vender quiabo em Paris. Com cara e a coragem e apoio da Embaixada, vendeu. E aí chegou o quiabo estragado porque um professor da UFV que assessorava a empresa e com pós-doc nos EUA, confundiu graus Fahrenheit com Celsius. Mas dessa ousadia, mesmo com erros, precisamos hoje.
A Cachaça Germana, de Nova União, está nos melhores lugares. Coragem, ousadia e persistência. As Havaianas, mas também a Stefanini na área de informática. Também tem vinhos e queijos de Minas por lá. Quem exporta não é o governo, são as empresas com apoio de governo. Tem uma rede de promoção comercial do Itamaraty de alta qualidade, a APEX, entidades empresariais com muitos recursos para apoiar.
O acordo oferece muito mais oportunidades na Europa para empresas brasileiras do que imaginamos. E o país, que aumentou seus gastos com turismo no exterior em três anos em 400 %, de 5 para 20 bilhões de dólares, vai precisas de moeda para se desenvolver. Com o acordo estamos perdendo 1:0, mas somos capazes de ganhar de novo. Remember Pelé e a turma dele na Suécia.
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