Da vida que é um Carnaval
A paz na Ucrânia não aconteceu ainda, os mortos enterrados no Irã ainda estão sendo chorados, os Estados Unidos explodiram mais um barco no Pacífico, em Cuba falta tudo, até comunismo, na Venezuela soltam e prendem, na Somália continuam matando, em Hong Kong prendem por 20 anos um opositor, no Japão a Primeira ministra ganha maioria no parlamento, e mais tantas outras notícias, todas ofuscadas pelas revelações dos documentos do socialite norte-americano Epstein. Com o devido perdão, ligaram o ventilador e está sobrando para todos com exceção de um, a quem querem proteger de todo jeito.
Mas o evento mais comentado na área esportiva, além do início de Jogos Olímpicos de inverno na Itália com boa representação brasileira, foi a final de futebol americano, SuperBowl. Provavelmente com exceção dos milhões de norte-americanos que entendem desse jogo, os demais cidadãos curtiram o cantor porto-riquenho Bad Bunny. Com um show em espanhol, mostrou através da música um país que outros milhões no mundo desejam, os Estados Unidos mais iguais, mais democráticos e mais unidos pelo bem com sua vizinhança latino-americana, começando com seu território, Porto Rico.
Mas, tudo isso não ofusca a maior festa do mundo que é mundialmente consagrado como o maior carnaval do mundo, o Carnaval carioca. O país inteiro, seja geograficamente, seja pela população, independentemente de idade, raça, religião etc. executa sua catarse física e mental. É um intervalo para soltar a alma e adquirir energia para enfrentar o ano com suas mazelas de política e economia. Através de blocos, bailes, carnaval na rua, e até descanso, se confraterniza e se iguala. Os desfiles das escolas de samba são um espetáculo à parte. Pela sua organização, participação de milhares de pessoas, sua criatividade e beleza.
O Carnaval brasileiro é a demonstração mais profunda da alma, cultura, raizes, organização, capacidade de organização e tudo mais do povo brasileiro. E queiram ou não, esses valores em formas distintas, regionais ou de grupos raciais, estão inseridos na vida cotidiana no Brasil.E também do ponto de vista econômico, é um fenômeno. Mais de 15 bilhões de reais são injetados na economia naquele semana. É verdade que é pouco diante do que produziram alguns escândalos na área financeira nestes meses, mas é significativo.
No mundo inteiro tem carnaval. Com jinga nenhuma, pode ser até com mais dinheiro gasto, mas nenhum se compara ao brasileiro. Em nada. Na África do Sul financiado pelos bilionários donos do IFood queriam copiar o carnaval brasileiro. E aí descobriram que não tem copyright porque o Carnaval é a alma do seu povo, é a expressão de suas raizes, cultura.E povo igual ao nosso, só existe no Brasil, onde o Carnaval mesmo é do povo, chamar as mazelas que os políticos e seus cupinchas das outras áreas produzem de carnaval é profunda ofensa ao povo. Aquilo tem outro nome que pode ser pronunciado e cantando, mas não pode ser escrito. Mas, que tem, tem.
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