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Dress Code no avião? Empresa aérea limita vestuário de passageiros

Novo código de vestimenta da empresa é semelhante às regras existentes em outras companhias aéreas americanas; entenda

O que está acontecendo gente?! Esse é mais um Conto de Aia! É o fim do mundo! Esses são
alguns dos comentários que acompanham, nas redes sociais, os posts indignados sobre a
decisão da Spirit Airlines (EUA) de restringir o embarque de passageiros que não estejam vestidos ou
calçados adequadamente aos olhos da companhia.

A empresa define como “inadequadamente vestidos” aqueles que estiverem com “roupas transparentes, que não cubram adequadamente, com seios, nádegas ou outras partes íntimas expostos.”

Além do vestuário, o novo contrato de transporte da empresa aérea ainda aborda odores e arte corporal (tatuagens) que possam ser lascivos, obscenos ou ofensivos por natureza.” No caso de cheiros, a companhia aérea faz ressalva para aqueles relacionados à saúde.

A Spirit Airlines não está sozinha nesta questão. O novo código de vestimenta da empresa é
semelhante às regras existentes em outras companhias aéreas americanas, a diferença é que
suas regras são explícitas e claras, mas estão alinhadas com a prática já em vigor em outras
companhias.

Embora os contratos sejam mais vagos, a Delta, a United e a American Airlines também incluem algumas diretrizes sobre a aparência do passageiro. Não são poucos os relatos de pessoas que foram impedidas de embarcar ou retiradas de aeronaves por não cumprirem as
condições do contrato de transporte referente a forma como estão vestidas.

No Brasil, as companhias aéreas afirmam o seguinte sobre os o vestuário “o passageiro deve estar convenientemente trajado”. (veja contratos de transporte da Latam, Azul e Gol).

A reflexão que trazemos não está relacionada à legalidade ou não da exigência do dress code. Há inúmeras razões para ser contra a sua implantação e outras tantas para ser favorável. O
debate sobre as restrições ganha espaço por diversas razões e uma delas é o preconceito, uma
vez que as restrições atingem especialmente as mulheres. Outros consideram as restrições
como uma ofensa à liberdade e aos direitos humanos.

O fato é que esse tipo de regra busca manter o bem-estar de todos, seus direitos e deveres no ambiente comum. Não é preciso dizer, por exemplo, que não se vai a um evento seminua, independentemente da liberdade e do objetivo de imagem proposto, como ocorreu no Grammy deste ano com a aparição da modelo e arquiteta Bianca Censori.

De fato, o transporte aéreo, terrestre ou marinho tem regras para os passageiros e estes devem estar atentos a elas. Seja honesto e responda: você já leu algum desses contratos? A maioria dos viajantes não se informa sobre isso.

Mais uma vez falar sobre “o que vestir ou não” é tema delicado e suscetível às interpretações e valores pessoais. No caso de viagens internacionais é interessante lembrar a diversidade de etnias, culturas e costumes que se acomodam no restrito espaço dos aviões.

Antes de sair para viajar, vale a pena conferir o contrato de transporte de passageiros para evitar constrangimentos. Se a linguagem do código de vestimenta for inespecífica, como no
caso brasileiro, escolha opções neutras e confortáveis para o vestuário e o calçado, porque a
aplicação do código de vestimenta das empresas recai sobre agentes de solo e equipes de
bordo.

A sociedade está mudando e as regras de convivência também, mas por ora, sua roupa
de viagem passa pela análise subjetiva de interpretação das regras de pessoas diferentes de
você.

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