Você não precisa de mais roupas, mas precisa comprar melhor
Vestir-se para ir trabalhar ainda é um desafio para muitas pessoas. Especialmente para quem se preocupa com imagem pessoal e posicionamento profissional. Não é raro encontrarmos guarda-roupas cheios de peças iguais em cores diferentes, excesso de peças pretas ou neutras, modelagens ultrapassadas e que não dialogam com objetivos e metas de carreira.
Apresentar-se bem todos os dias, diante das mesmas pessoas, não está associado à disponibilidade financeira ou à quantidade de roupas. O segredo é saber comprar! Em tempos de sustentabilidade, essa escolha deve seguir alguns princípios básicos: estabelecer o valor da compra; a necessidade da peça, seja calça, vestido, blazer, gravata etc. E para quais situações: rotinas diárias, reuniões estratégicas ou visitas profissionais. A nova peça deve somar ao guarda-roupa: deve poder ser usada com outras peças, transitar por situações formais e informais e, claro, vestir bem e com conforto. Aliás, a palavra conforto é frequentemente a primeira palavra mencionada pelo público masculino quando se fala em comprar roupas.
O conforto de uma peça de roupa não é restrito ao caimento, largura ou comprimento. O conforto começa pelo tecido. Tecidos naturais – linho, algodão, seda, lã – favorecem o bem-estar pois as fibras permitem a circulação de ar e a evaporação do suor, o que regula a temperatura corporal. Os tecidos tecnológicos também ganham força nesse guarda-roupa, são práticos, amassam menos e facilitam a rotina. Eles são bem-vindos ao meio corporativo desde que sejam ecoeficientes e possuam boa respirabilidade. Outro aspecto relevante está nos tamanhos certos. Embora a moda atual incentive o estilo “oversized” é preciso avaliar se este estilo é adequado ao seu ambiente de trabalho e com a imagem profissional que se deseja construir.
A onda da sustentabilidade trouxe o consumo consciente, a revisão de processos produtivos e novos materiais. Compras em brechós, roupas adaptadas e customizadas são opções que podem render bons looks. Aqui o cuidado é evitar o visual datado para não ganhar ares de décadas passadas.
O consumo consciente também importa. Considere o custo por uso da peça que for comprar. Uma peça cara e durável pode ser mais barata ao longo do tempo. Não compre por impulso e cuide bem das roupas para mantê-las em condição de uso. Faça conserto, lave adequadamente e mantenha o armário ou closet arrumado para facilitar suas escolhas diárias.
O guarda-roupa profissional sustentável é aquele que atende às demandas de trabalho, veste bem, apoia suas estratégias de imagem e possui a quantidade de peças suficiente para suas necessidades e hábitos.
(*)Méri Grossi é jornalista, assessora de comunicação e imprensa, pós graduada em Marketing e em Moda. Consultora de imagem pessoal e profissional desde 2005 formada pelo Senac-MG – Redes sociais: Instagram: @meri.grossi e Linkedin: Meri Grossi
(*)Olga Barra é formada em comércio exterior, professora de inglês in company há mais de 30 anos. Formou-se em consultoria de imagem corporativa e pessoal em 2011 no Brasil e em 2013 em Atlanta, EUA. Redes sociais: Website: olgabarra.com Instagram: @olgabarra e Linkedin: Olga Barra
Ouça a rádio de Minas