Pensando o Futuro

IA acelera ciência: Missão Gênesis

Objetivo é acelerar o desenvolvimento da ciência com o uso intensivo de inteligência artificial

Em novembro de 2025, a Casa Branca emitiu uma ordem executiva para criar a Missão Gênesis. O objetivo é acelerar o desenvolvimento da ciência com o uso intensivo de inteligência artificial.

A própria ordem executiva de criação compara esta iniciativa ao Projeto Manhattan da Segunda Guerra Mundial, isto é, um esforço nacional integrando vários laboratórios nacionais em uma iniciativa conjunta.
O documento envolve principalmente o Departamento de Energia (DoE) e o assistente da Presidência para Ciência e Tecnologia (APST), estabelecendo o prazo de 60 dias para que sejam identificados pelo menos vinte desafios em Ciência e Tecnologia de prioridade nacional.

As áreas de prioridade são: manufatura avançada, biotecnologia, materiais críticos, fissão e fusão nuclear, ciência de informação quântica, semicondutores e microeletrônica.

O documento não determina um valor financeiro para o investimento, nem um objetivo ainda definido. Porém a comparação com o Projeto Manhattan, e o fato do DoE estar à frente, indica potencialmente a busca de novas fontes de energias não fósseis, provavelmente fusão nuclear e energia solar no espaço (SBSP – Space Based Solar Power).

A Genesis Mission é citada pelo DoE como um desdobramento do America’s AI Action Plan lançado em julho de 2025. Isso demonstra uma preocupação forte com a corrida em IA e semicondutores (chips) nos próximos anos.

O documento descreve ainda a integração de supercomputadores em uma escala nacional, construção de modelos preditivos baseados em IA, modelos de simulação, ferramentas de otimização de design, automação de processos e experimentação aumentada por IA.

No geral, o que o projeto pretende até aqui é acelerar o avanço da ciência através do uso intensivo e integrado de IA. A direção exata ainda não está clara, e o documento não especifica uma verba a ser destinada. Provavelmente pelo fato dos vários laboratórios, projetos e iniciativas a serem integrados terem verbas separadas, e pela missão envolver áreas diferentes que também já tem suas verbas, tais como energia, computação quântica e IA.

O programa de fusão nuclear do DoE, por exemplo, teve uma verba de US$845 milhões em 2025. O mesmo DoE indica US$625 milhões para a renovação de cinco “National Quantum Centers”. E existe ainda a proposta do “Quantum Leadership Act” com mais US$2,5 Bilhões.

Mesmo com o foco em energia pela própria natureza da liderança do DoE, fica claro que a computação quântica, ciência dos materiais e biotecnologia acabarão se beneficiando desta missão.

Logo no começo de 2026 teremos uma maior clareza de quais serão as prioridades e os desafios nacionais a serem indicados.

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