Vinho da Casa

Barolo, Barbaresco e Barbera: viagem pelos grandes vinhos do Piemonte

Da região, surgem alguns dos vinhos mais icônicos do planeta

É de Piemonte, no Noroeste da Itália, que saem alguns dos vinhos mais icônicos do planeta, especialmente a célebre dupla Barolo e Barbaresco.

Em uma degustação batizada de Giro del Piemonte, proposta pela importadora Tanyno, foi possível mergulhar um pouco nessa região e suas particularidades.

Segundo o proprietário da importadora, Guillaume Verger, o Piemonte é uma região complexa: carrega uma longa história, mas também diversidade de solos e abordagens vitivinícolas. Solos, altitudes e microclimas que variam em poucos quilômetros compõem um mosaico natural, o que explica a personalidade singular de muitas de suas vinícolas.

A Nebbiolo é a uva protagonista. Rainha absoluta do Barolo, dá origem a rótulos secos, encorpados, estruturados e com grande potencial de guarda. É a identidade da região. Logo ao lado está o Barbaresco, numa área próxima Barolo. A casta também é a Nebbiolo, mas ali costuma resultar em vinhos um pouco mais delicados.

Outra variedade é a Barbera. Com níveis mais baixos de taninos, costuma ser mais agradável quando jovem, embora alguns produtores optem por envelhecê-la em madeira para acrescentar complexidade.
A degustação começou justamente com o Barbera d’Asti DOCG Bricco dell’Uccellone. Envelhecido por 12 meses em barricas de carvalho, o vinho tinto é encorpado e sofisticado, com intensidade e equilíbrio. No nariz, surgem aromas de frutas maduras, especiarias, notas de menta e baunilha.

Em seguida, veio um notável Barbaresco Rabajà DOCG 2021, da vinícola Giuseppe Cortese. Envelheceu por 22 meses em carvalho, apresenta cor vermelho-granada e aromas intensos de especiarias, mantendo, no entanto, uma refrescante vivacidade na boca.

Na sequência, chegaram cinco rótulos de Barolo. O primeiro foi o Barolo DOCG Caviot 2021, da Ca’Viola, em Dogliani. Inovador, Giuseppe Caviola iniciou sua produção com Dolcetto e Barbera em Montelupo Albese. Em 2005, assumiu o cru Sottocastello, em Novello, região de Barolo. Os vinhos carregam traços dessa trajetória e costumam ser menos austeros que muitos Barolos tradicionais. No nariz aparecem notas de violeta; em boca, cereja.

Depois veio o Barolo DOCG Sorano 2021, de Claudio Alario, em Serralunga d’Alba — um vinho apimentado, marcado por frutas maduras.

Da Conterno Fantino provou-se o Barolo DOCG Ginestra Vigna Sorì Ginestra 2021, envelhecido em carvalho por dois anos. Exemplar que pede grandes harmonizações, especialmente carnes de cozimento lento.

O Castello di Verduno apresentou o Barolo DOCG Monvigliero 2018, envelhecido por 29 meses em carvalho, seguido por tanque de aço e garrafa. Produzido a partir de vinhedos orgânicos, expressa uma filosofia de vinhos pensados para serem apreciados em uma janela de consumo relativamente mais curta.
Para finalizar, o Barolo Leon Riserva 2018, também de Serralunga d’Alba. A Rivetto rejeita a monocultura e adota práticas biodinâmicas. O resultado na taça é um tinto de taninos expressivos e final longo.

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