Parceiros do Futuro

Projeto Parceiros do Futuro amplia debate sobre a marca Minas Gerais

Lideranças debatem o futuro de Minas Gerais, visando transformar a identidade do Estado em um ativo de desenvolvimento e prosperidade
Projeto Parceiros do Futuro amplia debate sobre a marca Minas Gerais
Foto: Diário do Comércio / Anderson Rocha

Lideranças empresariais, institucionais e do ecossistema de inovação iniciaram um debate estratégico sobre como Minas Gerais quer se posicionar no Brasil e no mundo nas próximas décadas. A discussão parte de uma pergunta central: qual é, afinal, a marca de Minas e como transformá-la em um ativo de desenvolvimento econômico, científico e cultural para o Estado.

Com o objetivo de contribuir para a construção de uma Minas Gerais mais próspera e protagonista de seu próprio desenvolvimento, o Diário do Comércio lidera o projeto Parceiros do Futuro, em parceria com a consultoria Spine. Nesta quinta-feira (5), teve início o ciclo de debates de 2026, tratando da construção de uma marca para Minas Gerais.

O Fórum de Líderes, uma série de encontros e mesas-redondas com presidentes e lideranças que protagonizam a transformação do Estado rumo a um cenário de prosperidade real, aconteceu na sede da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL/BH), na região Centro-Sul da Capital. A proposta era discutir a “marca Minas Gerais” com quem ajuda a lapidá-la, vive do seu sucesso e aponta caminhos para que ela seja melhorada e mais bem utilizada.

Dando continuidade à discussão realizada em dezembro de 2025, quando a “marca Minas”, aquilo que entendemos que somos junto com o que pensam sobre nós, foi apontada como uma construção ainda baseada no passado e que pouco reflete atributos que Minas apresenta, como liderança em diferentes rankings de inovação e produção científica, por exemplo.

Para a presidente e diretora editorial do Diário do Comércio, Adriana Muls, dar continuidade à discussão, buscando dar materialidade à construção da Marca Minas, é fundamental para que o projeto seja apropriado pela sociedade mineira.

“Estamos apenas no segundo fórum e dobramos o número de lideranças participantes. Isso demonstra uma vontade muito grande de construir um futuro sustentável e inclusivo em Minas Gerais. No primeiro fórum emergiu muito forte a necessidade de se falar de ambição de Minas, da marca Minas e da identidade. Demos continuidade a essa discussão com muita qualidade. A diversidade de olhares montou um painel capaz de mostrar um orgulho do que somos, mas que ainda falta muito para nos apropriarmos e mostrarmos tudo o que somos”, destaca Adriana Muls.

Para o presidente da Itaminas, Thiago Toscano, projetos como o Parceiros do Futuro são fundamentais para o futuro do Estado e da atividade econômica.

“Minas está no nosso nome, a conexão é direta. A Itaminas é uma mineradora e o minério de ferro é a principal atividade econômica do Estado. Então, na hora que se cria um grupo com essa qualidade, é nosso dever participar. Não existe futuro de Minas sem a mineração”, avalia Toscano.

O Inhotim é diversas vezes citado como um exemplo de uma mineiridade que apresenta ao mundo a modernidade do Estado e a capacidade de internacionalização de Minas.

“O Inhotim está nessa mesa porque ele nasce sustentável. Está na nossa missão ajudar a entender como Minas pode ser uma referência para o mundo. Partimos do local para ser uma referência global. É muito importante saber que os reconhecimentos recentes que tivemos foram espontâneos. Os mineiros se orgulham do Inhotim e temos a maior recorrência em visitação. A autenticidade é um atributo que discutimos muito e, no nosso caso, é um encontro único entre natureza e arte. E Minas é assim. Se trabalharmos a dimensão do encontro, vamos mostrar o que temos de melhor”, afirma a CEO do Inhotim, Luciana Zanini.

Desenvolvimento de Minas depende de visão de longo prazo

Para o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), Carlos Arruda, a sociedade civil precisa “brigar” mais para que programas e políticas voltados à construção do futuro de Minas sejam preservados.

“Identidade é preservar e transformar ao mesmo tempo. A descontinuidade é terrível e a sociedade civil precisa se colocar para impedir que as boas coisas sejam paralisadas a cada troca de governo ou de gestor. Precisamos brigar para preservar o que estamos defendendo. Vamos continuar mineiros, valorizando a nossa história e ter a braveza suficiente para comprar brigas defendendo o desenvolvimento socioeconômico de Minas”, pontua Arruda.

O pesquisador e sócio da Spine, Frederico Quaresma Madureira, destaca que o Fórum de Líderes foi um primeiro passo para a discussão sobre quais são os elementos que vão formar a identidade de Minas e que vão pautar o ciclo de planejamento, combinando em um plano projetos robustos e metas para construir um futuro diferente para Minas Gerais em 2040.

“Tivemos várias propostas interessantes, com uma visão de como Minas deve se apropriar de elementos de distintividade, acompanhando uma pauta internacional, com uma linha de conhecimento aprofundado, elementos de design e de conhecimento. O desafio é transformar isso numa nova leitura da Marca de Minas e definir como esses elementos devem pautar projetos de transformação”, completa Madureira.

Ao reunir representantes da indústria, da ciência, da cultura e do empreendedorismo, o Fórum de Líderes reforçou a ideia de que a construção da marca Minas passa por reconhecer e projetar aquilo que o Estado já tem de mais forte. Mais do que um conceito, a proposta discutida no encontro é transformar identidade em estratégia de desenvolvimento. O debate iniciado agora deverá avançar ao longo do ciclo de 2026 do projeto Parceiros do Futuro, com a consolidação de propostas e caminhos capazes de posicionar Minas Gerais de forma mais clara e competitiva no cenário nacional e internacional até 2040.

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