Mineração do futuro: Vale quer modelo circular e responsável

Com foco em inovação e reaproveitamento de recursos, empresa aposta em eficiência, sustentabilidade e geração de valor social e ambiental
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Mineração do futuro: Vale quer modelo circular e responsável
Foto: Reprodução/Youtube Ibram

“Sem a mineração do futuro, qual será o futuro da mineração?” Essa foi apenas uma das frases que marcaram a participação do presidente da Vale, Gustavo Pimenta, na Exposibram 2025. Neste ano, o Congresso Brasileiro de Mineração, realizado no fim do mês passado em Salvador, Bahia, foi palco de dezenas de discussões sobre os desafios e oportunidades que o setor já enfrenta e vislumbra, diante não apenas da transição energética, mas também das novas cobranças dos stakeholders e da decisão das próprias empresas de serem mais transparentes e socioambientalmente responsáveis.

O representante da maior mineradora do País, que promete retomar a liderança da produção mundial do insumo siderúrgico em 2025, conforme o próprio executivo anunciou durante o evento, opinou que, para ele, a mineração do futuro é um modelo legal, responsável e replicável, que gera impacto líquido positivo em termos sociais, ambientais e econômicos e que já começa no presente. Para a Vale, isso inclui:

  • Operações inteligentes
  • Minas minimamente invasivas
  • Zero estéril, rejeitos e carbono neutro
  • Compartilhamento de valor
  • Força de trabalho do futuro

Sobre as operações inteligentes, Pimenta explicou que a Mina de Brucutu, em São Gonçalo do Rio Abaixo, na região Central de Minas Gerais, já é 100% automatizada, o que elimina diversos riscos da atividade. Em relação às minas minimamente invasivas, Pimenta afirmou que o objetivo é reduzir as áreas de atuação da companhia, com menor uso de terra e água.

“Zero estéril e rejeitos, ou seja, uma mineração 100% circular, reaproveitando tudo. Neste ano, vamos produzir 20 milhões de toneladas 100% circulares, com materiais provenientes de pilhas ou rejeitos da companhia. No passado, aquele minério não tinha valor econômico, pois não havia tecnologia para aproveitá-lo. Agora estamos voltando a essas áreas e utilizando minério com teor acima de 60%. O licenciamento é mais simples e tem menor custo. Essa é uma agenda de negócios e de posicionamento da indústria. Nosso objetivo é chegar a 10% da produção da companhia 100% circular e, com isso, ser a mineradora a produzir o maior volume de minério do mundo a partir de fontes circulares”, adiantou.

Quanto ao compartilhamento de valor, ele lembrou que não é possível caminhar ou progredir sozinho. A sociedade segue junto, a partir de impactos e legados positivos que vão além do pagamento de impostos, o que inclui o pós-mineração, por meio do fechamento das minas.

“Precisamos comunicar que o pós-mineração também gera resultados positivos. Na Mina de Águas Claras, em Nova Lima (RMBH), estamos com um amplo processo de escuta para devolver o equipamento à sociedade. Temos bons exemplos de retorno e também precisamos antecipá-los à medida que formos minerando, de forma inteligente”, detalhou.

Por fim, Pimenta destacou que tudo isso vai transformar as relações de trabalho e gerar novas oportunidades em termos de tecnologia, conhecimento e análise de dados.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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