Queiroga toma posse como ministro da Saúde em cerimônia fora da agenda
Brasília – Mais de uma semana após o anúncio de que o cardiologista Marcelo Queiroga seria o novo ministro da Saúde, o presidente Jair Bolsonaro deu posse a ele no cargo, nesta terça-feira, em uma cerimônia fora da agenda e fechada, antes mesmo da publicação da exoneração do comando da pasta de Eduardo Pazuello, disseram fontes.
Bolsonaro ainda procura um cargo no governo para Pazuello, general da ativa do Exército, e o nome dele surge agora como cotado para coordenar o Programa de Parceria em Investimentos, disseram à Reuters fontes a par do assunto.
Queiroga, que é sócio de várias empresas médicas na Paraíba, precisava deixar as sociedades para assumir de fato o ministério, de acordo com as regras da administração pública.
O Planalto tinha planejado uma cerimônia na quinta-feira, com a exoneração de Pazuello a partir de quarta, mas o presidente decidiu antecipar a posse para já apresentar Queiroga como ministro da saúde de fato em reunião com os demais chefes de Poderes marcada para quarta-feira pela manhã, disse uma fonte.
A intenção é chegar ao encontro, chamado pelo próprio presidente, com o novo ministro para rebater as críticas de que o ministério estava acéfalo e apresentar o fato consumado.
O governo, no entanto, ainda não tinha decidido até o início da tarde qual seria o destino de Pazuello. De acordo com uma fonte com conhecimento do assunto, a mais recente solução, apresentada pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Onyx Lorenzoni, seria colocar Pazuello para coordenar o PPI, que cuida das concessões e privatizações do governo.
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