Política

Zema descarta ser vice de Flávio Bolsonaro e mantém pré-candidatura à Presidência

Governador de Minas afirmou que pretende levar seu projeto político até o fim e negou integrar eventual chapa com o senador do PL
Zema descarta ser vice de Flávio Bolsonaro e mantém pré-candidatura à Presidência
Foto: Dirceu Aurélio/ Imprensa MG

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), descartou a possibilidade de integrar uma chapa como vice do senador Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições presidenciais. Segundo ele, a decisão é manter a pré-candidatura ao Palácio do Planalto e levar o projeto até o fim.

“Já lancei a minha pré-candidatura e, na data adequada, vou lançar a candidatura. Nós levaremos isso até o final”, afirmou.

Zema argumentou que sua decisão está ligada a diferenças de propostas em relação ao que chama de “establishment político”. Segundo ele, sua entrada na política ocorreu por inconformismo com práticas tradicionais.

“Fui eleito há oito anos pela primeira vez, sem nunca ter participado de eleições, devido ao meu inconformismo e à minha indignação. E nós estamos vendo novamente algo que provoca isso, não só em mim, mas em todo brasileiro”, disse.

O governador também destacou a forma como conduziu sua gestão em Minas Gerais, ressaltando que não empregou parentes na administração pública.

“Apesar de o Estado ter 300 mil funcionários, eu não trouxe nenhum parente para cá. Não fiz um contrato para que parente meu ganhasse sequer um salário mínimo por mês”, afirmou.

Durante a declaração, realizada na assinatura do acordo de cooperação técnica com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para o metrô da RMBH, o governador fez críticas à atuação de instituições em Brasília, como o Supremo Tribunal Federal (STF). Para ele, casos recentes geram indignação na população e reforçam a necessidade de mudanças na política nacional.

Zema também afirmou que pretende manter o discurso de combate à corrupção e ao uso de cargos públicos para interesses pessoais. “Eu quero mostrar que é possível fazer política sem escândalo e sem corrupção, como nós fizemos em Minas nesses sete anos”, concluiu.

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