‘Meu filho quer ser influencer’: o que os pais precisam saber para garantir a segurança on-line da família
Nos últimos anos, o mercado de marketing de influência ganhou força em todo o mundo. Em 2024, por exemplo, o setor movimentou US$ 24 bilhões em investimentos globais, segundo estimativas do relatório publicado pela We Are Social e pela Meltwater. Com isso, o sucesso da profissão também chegou ao público infanto-juvenil, que passou a desejar seguir carreira no mercado digital. Tal desejo, porém, requer muitos cuidados por parte de pais e responsáveis.
Ao mesmo tempo em que a visibilidade on-line pode trazer sucesso, inspiração e retorno financeiro, riscos consideráveis surgem para quem deseja ser influenciador digital, tais como: exposição excessiva de dados pessoais, golpes digitais, aliciamento e, em alguns casos, roubo de identidade. No Brasil, recentemente, o debate sobre a adultização, provocado pelo também influenciador Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, ganhou destaque. Tanto que uma nova lei surgiu no País.
Com a alta exposição das crianças ao universo digital, sobretudo da chamada Geração Alfa (nascidos entre 2010 e 2025), o papel dos pais vai além de proteger: é preparar, dando ferramentas para que as crianças naveguem, aprendam e criem com responsabilidade na web.
‘Meu filho quer ser influencer’: dicas práticas de segurança
Empresa especializada em cibersegurança, a Kaspersky orienta os pais a terem atenção aos seguintes pontos:
- Ter curiosidade, não criticar: entender o interesse da criança por criar conteúdo on-line e iniciar conversas sobre segurança e privacidade de forma natural.
- Configurar contas junto com os filhos: ajustar privacidade, desativar marcação de localização, criar senhas fortes e ativar autenticação de dois fatores.
- Ensinar sobre o que não compartilhar: endereço, escola, horários e planos de férias, evitando exposição desnecessária.
- Monitorar presença on-line: pesquisar periodicamente o nome de usuário da criança para identificar conteúdos ou menções problemáticas.
- Prevenir golpes e ofertas suspeitas: alertar sobre mensagens diretas oferecendo produtos, colaborações ou prêmios, que podem ser phishing ou fraude.
- Alertar sobre pessoas desconhecidas on-line: identificar sinais de grooming (aliciamento feito por adultos nas redes sociais, com intenções escusas) ou manipulação emocional e garantir que a criança saiba recorrer aos pais sem medo.
“Quando a criança quer se tornar influencer, é uma forma de expressar sua identidade e criatividade. Nosso papel é apoiar essas aspirações e, ao mesmo tempo, ensinar sobre os riscos digitais que a visibilidade traz. Ferramentas de controle parental ajudam os pais a se envolverem de forma segura, administrando tempo de tela, alertando sobre possíveis perigos e permitindo que a criança explore sua criatividade com confiança”, afirma o diretor-geral de produtos de consumo da Kaspersky para Américas, Fabiano Tricarico.
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