Veja 10 dicas para proteger seu celular de fraudes financeiras durante o Carnaval
O Carnaval, período de intensa movimentação econômica e grandes aglomerações, também concentra um aumento significativo de fraudes financeiras. Com a ampliação do uso de pagamentos digitais e aplicativos bancários, o celular passou a ser o principal alvo de criminosos, substituindo o dinheiro em espécie como foco das ações ilícitas.
Em meio à distração típica da festa, o furto de um aparelho pode rapidamente evoluir para o acesso indevido a contas bancárias, carteiras digitais e plataformas de investimento. Golpes com maquininhas adulteradas, QR Codes falsos e mensagens fraudulentas enviadas após o roubo do celular estão entre as práticas mais comuns registradas nesse período.
Leia também: Cresce o alerta contra golpes com a intensificação das transações no Carnaval
Levantamentos e alertas do setor indicam que, muitas vezes, poucos minutos são suficientes para que prejuízos financeiros ocorram, especialmente quando o aparelho está desbloqueado ou exibe notificações sensíveis na tela.
Orientações para evitar prejuízos
A Fico, empresa especializada em soluções analíticas para prevenção a fraudes, reuniu dez recomendações que combinam cuidados físicos e digitais e podem ajudar a reduzir os riscos durante os dias de folia:
- Atenção ao “visor cego”: ao efetuar pagamentos para vendedores ambulantes, nunca aproxime seu cartão ou celular se o visor da maquininha estiver danificado, coberto ou desligado. Exija ver o valor antes de confirmar.
- O golpe do reencontro: se for furtado, desconfie de qualquer SMS posterior informando que seu celular foi “localizado pelo iCloud ou Google”. É um phishing para roubar suas credenciais de acesso e desbloquear o aparelho remotamente.
- Invisibilidade de notificações: desative a pré-visualização de mensagens (SMS e e-mail) na tela bloqueada. Isso impede que fraudadores vejam códigos de recuperação de senha sem precisar desbloquear o celular.
- A “lei dos 15 minutos”: o tempo de reação é decisivo. Tenha anotado em local físico o IMEI do aparelho e o contato de emergência do seu banco e corretora para bloqueio imediato em caso de perda ou roubo.
- Cuidado com QR codes de “última hora”: evite comprar ingressos ou abadás escaneando QR Codes em redes sociais ou cartazes de rua. Eles podem direcionar para páginas falsas que clonam dados do cartão.
- Barreiras biométricas: certifique-se de que o acesso a aplicativos financeiros e de e-mail de recuperação exija biometria facial ou digital, nunca apenas a senha do aparelho. E nunca use a mesma senha da tela para os apps.
- Não entregue o cartão: em pagamentos físicos, nunca deixe o vendedor inserir o cartão por você. Ele pode observar sua senha ou trocar o cartão por um idêntico de outra pessoa.
- Modo rua e limites pix: reduza seus limites diários de transferência durante os dias de festa. Use funcionalidades de “zona segura” que bloqueiam apps de banco fora da rede wi-fi de sua casa.
- Blindagem de investimentos: se você possui investimentos em corretoras, considere ocultar ou desinstalar temporariamente esses aplicativos durante os dias de bloco, ou utilizar pastas protegidas e ocultas disponíveis em alguns sistemas operacionais.
- Aproveite a inteligência artificial: dê preferência a instituições que utilizam biometria comportamental e análise em tempo real. A tecnologia atua em milissegundos e detecta se um gasto foge do seu perfil habitual, bloqueando a fraude antes mesmo que você perceba.
Prevenção combinada
Especialistas ressaltam que a segurança financeira durante o Carnaval depende da combinação entre comportamento preventivo do usuário e o monitoramento tecnológico adotado pelas instituições financeiras. A adoção de medidas simples antes e durante a folia pode reduzir significativamente o risco de prejuízos.
Com atenção ao uso do celular e cuidados básicos nas transações, é possível aproveitar o Carnaval sem que a festa termine em problemas financeiros.
Ouça a rádio de Minas