CCBB BH amplia diálogo com públicos diversos em novo programa educativo
Patrimônio cultural de Belo Horizonte, o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) é um convite a olhar adiante, a pensar os laços entre passado e futuro por meio de uma arte plural, crítica e transformadora. Embora esse convite tenha chegado a um número crescente de pessoas (em 2025 foram mais de 1,1 milhão de visitantes), o centro cultural renova o desafio de envolver públicos cada vez mais diversos e lança, neste mês de fevereiro, o novo programa de arte-educação “Mediações em Movimento”.
A iniciativa, que será realizada ao longo de 2026 de forma gratuita, tem o compromisso de sensibilizar todos os públicos, independentemente de suas origens, características ou condições. As ações vão ocupar os vários espaços do CCBB, desde as galerias e o pátio até as áreas externas, e terão como premissa a educação inclusiva e acolhedora.
O objetivo do programa “Mediações em Movimento”, como o próprio nome diz, é levar um novo movimento para as relações com o público a partir do acolhimento, da sensibilidade, da conexão entre as exposições e diferentes realidades, como destaca o idealizador e gerente pedagógico do projeto, Danilo Filho “Olhamos para o visitante, para suas capacidades, seu repertório. Elementos que criam vínculos e levam à compreensão de que ali tem receptividade, mas também tem construção de conhecimento, de desenvolvimento em arte e em questões da sociedade no que diz respeito à educação cidadã. As pessoas vão entrar no CCBB de um jeito e vão sair diferentes”, ressalta.
Ele, que começou como educador do CCBB Educativo em 2013, ampliou e mudou o olhar a partir do que aprendeu com a diversa programação artística do centro cultural. Hoje, Danilo Filho semeia esse conhecimento entre a nova geração de educadores que, por sua vez, compartilham suas perspectivas com os visitantes. Vínculos que contribuem para a formação de plateias críticas e plurais, fortalecendo a conexão entre arte, educação e transformação social.
Três Eixos
O novo programa educativo tem três eixos: Pensar, Sentir e Fazer. No primeiro deles, o “Pensar”, ganham destaque atividades voltadas à leitura crítica da imagem, à investigação conceitual das exposições e à reflexão sobre os contextos históricos, sociais e políticos da produção artística. As visitas mediadas são o coração desse eixo, que inclui visitas às exposições e ao acervo patrimonial do CCBB, além de visitas literárias.
O eixo “Sentir” reconhece a dimensão sensorial, afetiva e subjetiva do encontro com a arte. Trata-se de uma pedagogia do sensível, que compreende que a experiência estética é também corporal, emocional e relacional. É nesse campo que a arte toca, perturba, inspira – e é também onde se constrói empatia, memória e pertencimento. Nesse eixo, destacam-se as contações de histórias, além de atividades que envolvem experiências imersivas e sensoriais.
Já o eixo “Fazer” promove a ação criativa como potência de expressão, autoria e intervenção no mundo. Nele, a arte é compreendida como prática de elaboração subjetiva e social, como gesto de transformação e ocupação simbólica dos espaços. Práticas de criação artística e cadernos educativos se conectam à dimensão da produção com o público, incentivando a experimentação.
Ao longo de 2026, o Mediação em Movimento colocará em prática as ações dos eixos Pensar, Sentir e Fazer em conexão com as exposições em cartaz. O programa já está em prática desde o dia 1º de fevereiro.
A programação completa do centro cultural pode ser acessada pelos seguintes canais: site; Instagram; Facebook e TikTok.
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