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Projeto Sons do Patrimônio vai encantar quatro cidades

Catedrais e outros espaços em quatro cidades históricas serão cenários de escuta e contemplação
Projeto Sons do Patrimônio vai encantar quatro cidades
Coral Cidade dos Profetas vai se apresentar na Basílica Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas | Foto: Divulgação Guto Muniz

Uma experiência sensorial que vai unir música sacra, patrimônio histórico e espiritualidade no projeto Minas Santa 2026. Catedrais e outros espaços em quatro cidades históricas vão ser cenários de escuta e contemplação. É o projeto Sons do Patrimônio – Uma Imersão Sonora, que vai realizar concertos gratuitos em Mariana, Congonhas, Sabará e em Catas Altas, no Santuário do Caraça.

A primeira apresentação será neste sábado (28), às 20h, na Basílica Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas, que recebe o Coral Cidade dos Profetas, com participação especial do Grupo de Teatro Dez Prás Oito. O coral é especializado na interpretação de música sacra antiga e desenvolve, há mais de 30 anos, o pioneiro trabalho de proteção deste patrimônio imaterial do País. No repertório, estão as músicas tradicionais das cerimônias para este período religioso, como Stabat Mater (Castro Lôbo), Matinas de Sexta-feira Santa (Lôbo de Mesquita), o tradicional canto da Verônica com o Coral trazendo o Heu Domine Salvator Noster, dentre outras.

Realizado pelo governo do Estado, com coordenação da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult), o programa Minas Santa consolida o Estado como um dos principais destinos durante a Semana Santa. O projeto integra fé, tradição, gastronomia, cultura e turismo, promovendo experiências únicas em todas as regiões do território.

Minas Santa
Projeto faz parte do Minas Santa, que é promovido pelo governo do Estado durante feriado religioso | Foto: Divulgação Carol Lacerda

A proposta valoriza a tradição musical sacra ao promover concertos de sonorização colonial coralista, com repertório de músicas anglicanas e sacras que dialogam com a acústica e a atmosfera dos templos históricos. Além dos concertos, o Sons do Patrimônio vai realizar ações educativas, como rodas de conversa sobre a relação entre música e patrimônio, incentivando a reflexão sobre a preservação cultural. Também está prevista a produção de um registro audiovisual, garantindo a continuidade e difusão da experiência para além das apresentações presenciais.

A iniciativa, segundo o governo do Estado, também se destaca pelo compromisso com a democratização do acesso, oferecendo programação gratuita e acessível, com recursos como intérpretes de Libras, audiodescrição e materiais informativos inclusivos. Ao todo, cerca de 40 músicos e coralistas vão participar das apresentações.

“O projeto Sons do Patrimônio revela que é na relação entre o imaterial e o material que o patrimônio se torna, de fato, vivo. A fé, expressão imaterial, constrói memória, sentido e pertencimento ao longo do tempo. Já os espaços históricos, o patrimônio material, acolhem, preservam e potencializam essas vivências. É isso que transforma Minas em um território de memória ativa, onde passado e presente seguem em diálogo contínuo”, afirma o diretor de Conservação e Restauração do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG), Itallo Gabriel.

Coral Cidade dos Profetas

Especializado na interpretação de música sacra antiga e com quatro CDs gravados – “Missa em Fá de Lobo de Mesquita”, “Mestres do Colonial Mineiro”, “CD em Louvor à Virgem Maria” e “Obras Inéditas do Período Colonial”-, o Coral Cidade dos Profetas desenvolve, há mais de 30 anos, o pioneiro trabalho de proteção deste patrimônio imaterial do País.

Ao longo da trajetória, o coral tem participado dos eventos mais significativos de Minas como Semana Santa, Festivais de Inverno, bem como Festivais e Encontros de Corais Nacionais e Internacionais. Mantido pela Associação Cultural Canto Livre, o grupo oferece também, gratuitamente, por meio da associação, formação musical para pessoas de 10 a 90 anos, sendo reconhecido como uma das mais belas manifestações culturais do interior de Minas.

O projeto Sons do Patrimônio tem patrocínio da Cemig por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais. A iniciativa é promovida em parceria com Iepha-MG, Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop) e Fundação Clóvis Salgado (FCS).

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