Revitalizada, Serraria Souza Pinto volta a receber eventos em Belo Horizonte
Encravada no Centro da Capital e dona de uma grande importância na história econômica e cultural de Belo Horizonte, a Serraria Souza Pinto volta a funcionar a partir de hoje (6). A expectativa é que sejam realizados mais de 100 eventos por ano, com circulação superior a 300 mil pessoas, consolidando-se como um dos principais espaços de convenções, feiras, mostras, congressos, festivais e grandes encontros de BH.
A retomada da Serraria representa também um movimento de fortalecimento do turismo de eventos, da economia criativa e da requalificação do Hipercentro da Capital, especialmente da zona cultural da Praça da Estação.
O investimento de R$ 12 milhões deu origem a novos banheiros, reforma dos sanitários existentes, implantação de estruturas acessíveis, nivelamento entre área externa e interna, manutenção do elevador para pessoas com deficiência e restauração completa da fachada, com recomposição de elementos arquitetônicos e pintura alinhada às características originais do edifício. Também foram implantadas estruturas operacionais como cozinha, bares, nova bilheteria e áreas de apoio à realização de eventos.
O espaço será administrado até 2044 pelo consórcio Nova Serraria, formado pelas empresas Revee e Integritate, vencedor da licitação e responsável pelas intervenções estruturais realizadas no imóvel.
De acordo com o CEO da Revee, Leonardo Donato, foram gerados cerca de 20 postos de trabalho direto e a expectativa é que cada evento realizado movimente a cadeira produtiva da economia criativa da capital mineira, com a contratação de profissionais e serviços locais.
“Cada evento tem uma necessidade diferente e isso reverbera na economia da cidade. Pelo interesse gerado entre os produtores culturais a partir do anúncio da reabertura da Serraria Souza Pinto, acredito que essa volta vai marcar o mercado de Belo Horizonte “, afirma Donato.
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Com cerca de 7 mil metros quadrados de área útil, capacidade para até 5.200 pessoas em shows e 2.500 em eventos corporativos com mesas, além de área externa superior a 3 mil metros quadrados, a Serraria está preparada para sediar eventos de médio e grande porte, ampliando a competitividade de Belo Horizonte no turismo de negócios e eventos.
Para o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, a Serraria tem um papel estratégico na revitalização do Centro de Belo Horizonte.
“A reabertura da Serraria Souza Pinto tem um significado que vai além da entrega de um equipamento histórico modernizado. Trata-se de uma contribuição efetiva para a requalificação do Hipercentro. Ao devolver esse grande espaço de convenções, feiras, mostras e eventos ao calendário da cidade, fortalecemos o turismo de eventos, ativamos a economia urbana, ampliamos a agenda cultural e reafirmamos o Centro como território vivo, de convivência, cultura, trabalho e desenvolvimento”.
Serraria deve receber shows nacionais ainda neste semestre
Construída em 1912, a Serraria Souza Pinto integra o conjunto arquitetônico da Praça da Estação e permanece como uma das edificações mais simbólicas dos primeiros tempos de Belo Horizonte, integrando o Circuito Praça da Liberdade.
Segundo o presidente da Fundação Clóvis Salgado (FCS), Sérgio Rodrigo Reis, o modelo de parceria público-privada estabelecido vai permitir à Serraria Souza Pinto ser competitiva na atração de eventos para a Capital.
“Essa é a primeira parceria do Brasil nesse modelo e o objetivo é fortalecer a cadeia da economia criativa em Belo Horizonte e em Minas. Houve um tempo em que Belo Horizonte não oferecia equipamentos capazes de comportar diferentes tipos de eventos. Hoje temos variedade, e a Serraria é um dos mais versáteis, com tecnologia embarcada e estrutura que diminuem os custos das produções “, pontua Reis.
Sem revelar as primeiras atrações da casa, o CEO da Revee garante apenas um grande show ainda no primeiro semestre. E já aponta para novos investimentos em Minas.
“Infelizmente não podemos falar sobre a agenda, mas já temos dois grandes shows de artistas nacionais negociados. Ao mesmo tempo, observamos o mercado de Belo Horizonte e do Estado. Temos interesse em ter outros ativos na cidade que não conflitam com a Serraria “, completa o empresário.
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