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UFMG coordena rede com 170 programas de pós-graduação para cooperação internacional

Iniciativa reúne universidades públicas para fortalecer a inserção internacional da pesquisa brasileira
UFMG coordena rede com 170 programas de pós-graduação para cooperação internacional
Foto: Lucas Braga/UFMG

Universidades públicas de diferentes regiões do País, coordenadas pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), articulam uma nova rede de cooperação acadêmica voltada à internacionalização da pós-graduação brasileira. A iniciativa reúne 170 programas de mestrado e doutorado e foi pré-selecionada em edital nacional voltado à formação de consórcios entre instituições de ensino superior.

A proposta, denominada Rede Inter-Nós: Saberes Interconectados – Pesquisa, Inovação e Inclusão no Enfrentamento de Desafios Globais, está entre as 23 iniciativas classificadas na etapa preliminar do programa Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) Global.edu. O edital busca estimular redes nacionais capazes de desenvolver atividades estratégicas de pesquisa e pós-graduação em cooperação com instituições estrangeiras. O resultado final está previsto para o fim de março.

A articulação reúne ainda a Universidade Federal de Alfenas (Unifal), a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA). As instituições integram programas de pós-graduação em diferentes áreas e regiões do País, com o objetivo de ampliar a inserção internacional da produção científica brasileira.

Integração entre universidades

A proposta do programa vem do entendimento de que universidades com maior experiência em cooperação internacional são capazes de apoiar instituições que ainda estão em fase de consolidação nesse processo. Para a pró-reitora de Pós-graduação da UFMG, Isabela Almeida Pordeus, o modelo busca ampliar o alcance da internacionalização no sistema universitário brasileiro.

Segundo ela, a estratégia envolve compartilhar experiências institucionais e construir mecanismos colaborativos para fortalecer relações acadêmicas no exterior. “Trata-se não só da interiorização dessa internacionalização, mas também da criação de uma rede que, colaborativamente, se consolidará como vivência e aprimoramento para instituições com menor experiência nas relações internacionais”, afirma.

Com a rede, a expectativa é ampliar a participação de pesquisadores e programas localizados fora dos principais centros científicos do País.

De acordo com a reitora da UFMG, Sandra Goulart Almeida, a proposta busca reduzir desigualdades regionais na produção científica ao ampliar o acesso de pesquisadores a redes internacionais de conhecimento. “É fundamental que mais instituições brasileiras se credenciem como universidades de classe mundial, em um movimento de descentralização estratégico para reduzir desigualdades regionais na produção científica”, afirma.

Internacionalização sem deslocamento

Entre as estratégias previstas pela rede estão intercâmbios acadêmicos nacionais e internacionais, além da ampliação de iniciativas de formação intercultural sem necessidade de mobilidade física. O projeto prevê a criação de cursos bilíngues, seminários internacionais virtuais e plataformas de pesquisa colaborativa, com o objetivo de ampliar a participação de pesquisadores e estudantes em atividades internacionais, reduzindo custos de deslocamento.

Segundo o diretor de Relações Internacionais da UFMG, Aziz Saliba, o programa pode ampliar a circulação de pesquisadores e fortalecer parcerias institucionais já existentes. “O programa deve contribuir para a mobilidade de pesquisadores, o adensamento das relações entre parceiros internacionais e o fortalecimento da produção científica”, afirma.

Atualmente, a universidade mineira mantém cerca de 300 parcerias acadêmicas distribuídas em 65 países.

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