Reestilizado, Jeep Renegade 2027 ganha sistema híbrido leve
Baseado no design do pioneiro Jeep Willys, de 1941, o Renegade conquistou o mercado brasileiro.
Ele tornou acessível aos brasileiros uma marca desejada, mas cara para os padrões nacionais.
Lançado há quase 11 anos, o modelo emplacou 580 mil unidades no Brasil e registrou 132 mil exportações.
Seu histórico demonstra a importância comercial que ele tem para a Jeep.
Neste período, o Renegade teve inúmeras versões, foi equipado com motores, câmbios e sistemas de tração diferentes e recebeu três reestilizações, contando com esta para a linha 2027.
Esta é a mais extensa entre todas. Grades, para-choques e rodas foram redesenhados. O novo painel, console central, revestimentos e equipamentos mudaram o interior do Renegade.
As sete fendas da grade, marca registrada da Jeep, foram transformadas em elementos sólidos e ressaltados.

Suas faces são fechadas e o ar entra por suas extremidades chanfradas, tanto por cima quanto por baixo. Este design veio dos novos modelos eletrificados da Jeep.
Este estilo geométrico, com volumes, faces planas, linhas retas laterais e bordas chanfradas, orientou o conceito de design do Renegade 2027, externamente e internamente.
A área sem pintura dos para-choques é avançada e os pontos de impulsão são destacados. Curiosamente, somente nesta reestilização o Renegade ganhou uma parte do para-choque no formato de chapa protetora, pintada na cor de alumínio, simulação muito usual em utilitários esportivos.
Lateralmente, apenas as rodas diamantadas são novas, porém, para todas as versões. Atrás, o para-choque é muito parecido com o dianteiro, o que confere unidade visual ao modelo.
Interior
O interior do Renegade tinha um design tão icônico quanto o da sua carroceria. A alça de segurança para o passageiro, localizada no painel principal, era a marca da cabine.
Porém, o sistema multimídia embutido não tinha como crescer e, provavelmente, foi este o motivo para a troca do painel.
A Jeep usou a arquitetura interna do Compass para reprojetar o interior do Renegade. Ou seja, a famosa alça de segurança não está mais presente.

O multimídia flutuante, as saídas de ventilação dianteiras, os comandos do ar-condicionado e o console central estão no compacto nas mesmas posições em que se encontram no modelo médio.
Novos equipamentos e peças vieram do Compass, enquanto outras foram feitas para o Renegade. Entre as peças, o painel é exclusivo, pois o Renegade é mais estreito que o Compass.
Ele segue o mesmo conceito do design das partes externas e, agora, é todo revestido de tecido. Para haver continuidade com as laterais, a parte superior do painel das portas foi redesenhada.
Apesar de muito parecidos, o console central, a moldura do multimídia e as saídas de ar são levemente diferentes.
Ar-condicionado
O ar-condicionado e o conjunto de botões posicionados em torno da alavanca de marcha são os mesmos do Compass. A manopla de câmbio veio da Fiat Toro.
O multimídia de 10,1 polegadas e o ar-condicionado duo zone com suas saídas de ventilação para os bancos traseiros foram as melhores heranças que o Renegade recebeu do Compass.
No mais, os novos grafismos do quadro de instrumentos seguem essas mesmas linhas geométricas chanfradas.
Os tecidos dos revestimentos internos e as hastes metálicas das saídas de ar combinam entre si em uma paleta de cores específica, diferenciada para cada versão.
A linha 2027 do Renegade foi reduzida às versões Altitude, Longitude, Sahara e Willys.
MHEV
As versões Longitude e Sahara foram equipadas com o sistema híbrido leve (MHEV), de 48V, auxiliando o motor 1.3 turboflex, acoplado ao câmbio automático de seis marchas.
O motor 1.3 turbo é capaz de gerar 176 cv de potência (gasolina/etanol) e 27,5 kgfm (270 Nm) de torque.
De acordo com a fabricante, com esse powertrain, o SUV compacto atinge 206 km/h de velocidade máxima. Para sair da imobilidade e atingir os 100 km/h, o modelo leva 8,9 segundos (gasolina/etanol).
Operado eletronicamente, o motor elétrico de 11,4 kW fornece energia mecânica para o motor a combustão, desonerando seu esforço no deslocamento do SUV.
Nas desacelerações, funciona como alternador, recarregando a própria bateria de 48V e a unidade comum de 12V.
Ele também substitui o motor de partida, melhorando o recurso stop/start. Porém, ele não traciona as rodas, não desloca o Renegade eletricamente e apenas auxilia o conjunto mecânico.
Segundo a Jeep, este sistema reduz em cerca de 7% o consumo de combustível no ciclo urbano e em 8% as emissões de CO2.
O consumo destas versões, de acordo com a fabricante, chega a 11,9 km/l (gasolina) e 8,3 km/l (etanol) no ciclo urbano e a 11,8 km/l (gasolina) e 8,6 km/l (etanol) na estrada.
Homologadas como híbridas, elas têm isenções ou reduções de IPVA em alguns estados e não precisam cumprir o rodízio de placas de veículos na cidade de São Paulo (SP).
Nova linha mantém preços e reduz valores em algumas versões
O Jeep Renegade Altitude chega, promocionalmente, por R$ 129,99 mil, limitado a 3.000 unidades. São R$ 18 mil a menos que no modelo 2026. Depois, a versão custará R$ 141,99 mil.
O preço da versão Longitude 2027 é de R$ 158,69 mil, ou seja, R$ 7 mil a menos em relação à linha 2026.
As versões Sahara e Willys 2027 custam R$ 175,99 mil e R$ 189,49 mil, respectivamente, mantendo os mesmos preços atuais, mas ambas vêm com mais itens de série em comparação ao modelo 2026.
Os novos equipamentos de série da versão Altitude são: central multimídia de 10,1 polegadas; saídas de ar traseiras no console central; rodas de liga leve diamantadas e chave presencial.
Nas versões Longitude e Sahara, a principal mudança foi a adoção do sistema híbrido leve de 48V.
Elas também receberam os equipamentos e recursos de série que estrearam nessa reestilização, sendo a central multimídia e as saídas de ar traseiras os destaques.
Além destas novidades, tanto a versão Sahara como a versão Willys agora contam com banco elétrico para o motorista e sistema operacional Adventure Intelligence com Alexa, exclusividades que fazem parte dos equipamentos de série da dupla, bem como o teto solar.
Willys
A versão Willys continua como a única com tração 4×4 e câmbio automático de nove marchas.
Suas suspensões são elevadas em 20 mm, o sistema de tração é programado para quatro tipos de terrenos e as rodas aro 17 polegadas, inclusive o estepe, usam pneus de uso misto Pirelli Scorpion ATR+ na medida 225/65 R17.
O Renegade continua com garantia de cinco anos e assistência 24 horas em todo o território nacional. Para manter essa garantia ativa, é essencial a realização correta das revisões previstas no manual do veículo, sendo realizadas a cada 12.000 km rodados ou um ano.
Existem mais de 20 equipamentos disponíveis como acessórios para o Renegade. Eles são, por exemplo, barras de teto transversais e longitudinais, estribo lateral, soleira iluminada e tapete de bordas elevadas, itens desenvolvidos pela empresa Mopar.
Números
Este é o Jeep Renegade Sahara MHEV em números: 4,27 metros de comprimento; 1,81 metro de largura; 1,71 metro de altura e 2,57 metros de entre-eixos.
A altura mínima do solo é de 208 mm, sendo o ângulo de entrada de 25,6º e o de saída de 31,8º.
O porta-malas tem capacidade para 385 litros, sendo ampliado para 1.448 litros com os bancos traseiros rebatidos. O tanque de combustível tem capacidade para 55 litros.
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