Candidato do PCB ao governo do Estado, Túlio Lopes propõe estatização do transporte público em Minas Gerais
No “Encontro com os candidatos ao governo de Minas Gerais – Os desafios da Região Metropolitana de Belo Horizonte”, promovido pela Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte (Granbel), nesta quinta-feira (20), um dos assuntos discutidos foi mobilidade urbana. Túlio Lopes, candidato do Partido Comunista Brasileiro (PCB), propôs a criação de uma empresa pública do Estado para gerir o transporte nos municípios. Segundo ele, uma maior participação do Estado na gestão do transporte metropolitano pode ser uma alternativa para enfrentar os problemas do setor.
“O protagonismo deve ser do Estado sob a perspectiva do controle popular. É fundamental que o governo do Estado, junto com as prefeituras, possa construir alternativas e até uma empresa pública de transporte nessa construção de uma solução para o problema da mobilidade urbana na região metropolitana de BH”, propôs.
O candidato citou pautas prioritárias para o seu partido, como o fim da escala 6X1, redução da jornada de trabalho dos servidores para 30 horas, tudo isso sem redução salarial. Para o candidato, a mobilidade urbana está diretamente relacionada às condições de trabalho. Para o comunista, a redução da jornada de trabalho vai aumentar a produtividade, gerar mais empregos e garantir condições dignas de vida para trabalhadores e trabalhadoras, afetando, inclusive, a qualidade dos serviços públicos oferecidos à população.
“Sou natural de Belo Horizonte e tive a oportunidade de trabalhar em Betim morando em BH. Depois também trabalhei em Vespasiano e em Contagem e sofri bastante com as consequências dessas políticas desastrosas relacionadas à mobilidade urbana. Chegou a hora de buscarmos alternativas. E essa alternativa tem que ser a partir da construção coletiva e compartilhada”, disse Lopes.
A integração entre os municípios também foi citada pelo candidato assim como fizeram os demais adversários. Para Túlio Lopes, transporte público, infraestruturas viária, saúde, saneamento básico, água e energia são setores que demandam uma atuação conjunta entre Estado e prefeituras.
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